Tá Pensando o Quê?

Mês: abril, 2005

DA SÉRIE: QUEM PERGUNTA QUEM SABER

Celym diz:
tu tá namorando?

Kríscia diz:
Não, não estou namorando.

Celym diz:
Mentira!

Kríscia diz:
Hahaha

Kríscia diz:
nunca fui no cinema, não, tá?

Kríscia diz:
nem sei o nome dos cachorros dele…

Celym diz:
realmente… isso é essencial para o início de uma namoro…
*irônico*

Kríscia diz:
claro que é, ué!

Celym diz:
só uma consulta em off assim….

Celym diz:
o que acontece quando o namorado não tem um cachorro?

Kríscia diz:
As coisas ficam mais fáceis!

Kríscia diz:
porque aí só tem que conhecer a sogra, o sogro e outras pessoas bravas…

Kríscia diz:
É um ser a menos pra amansar, sacô?

Celym diz:
¬¬

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DE COMO A MINHA MENTE DÁ VOLTAS

Eu, né, claro, como todo ser humano que merece respirar e estar na terra, já sofriiiiiiiiii de dor de coração, problemas com auto-estima e aquela coisa idiota que a gente sempre se pergunta quando acaba um relacionamento de anos e anos a fio cheio de sujeiras que se empurram pra debaixo do tapete em nome da ‘tradição’ que você instituiu de sempre estar com aquela pessoa em todo lugar que você vá, seja na rua, na casa ou na fazenda: ‘Oooooh, Céus, onde foi que eu errei?’
Você não errou em lugar nenhum, caralhos, as coisas simplesmente acontecem… Ai, ai, como eu queria pensar simples e prático assim quando tinha 21 anos e um namorado meu que eu amaaaaaaaaaava e com o qual eu ia me casar disse que preferia fazer coisas menores que eu e que me incomodavam deveras do que ter por perto uma pessoa como eu. Fala sério aqui pra mim: você também não se sentiria o mosquito do cocô do cavalo do bandido?
Pois é, eu me senti também. Me senti triste, infeliz, desgraçada, feia, burra, chata e incompetente. Incompetente porque, convenhamos, todo mundo olhava pra ele e me perguntava porque diabos eu tava com aquele menininho, mas eu gostava, eu era refém da hierarquia do ‘você faz tudo que eu quiser que você faça, porque eu sou mais que você, mando nessa bagaça e ponto final.’
E eu emagreci horrores e fiquei parecendo aquelas anorexas de passarela. (tirando a altura, claro, porque eu sempre fui um tampinha, mesmo)
E todo mundo me encontrava nas baladas (porque eu ia em absolutamente todas que eu sabia que ele estaria, pra vê-lo feliz e bem, fumando maconha e azarando as ripongas, pra eu sofrer bastaaaaaaaaaante e ficar pensando em como ele teria conseguido me esquecer em tão pouco tempo) me dizia sobre o quanto eu estava esbelta e bonita. E eu ficava pensando que sofrimento deve deixar a gente bonita, mesmo, porque eu estava só o pó por dentro e todo mundo me achava sempre elegante e linda.
Ai, ai…
Obviamente eu engordei tudo de novo quando a deprê começou a passar. E fiquei pensando que o fim não era algo assim tão ruim, porque eu também já não estava lá muito feliz com ele, um cara que já não dava mais conta de mim em nenhum sentido que a expressão possa ter (inclusive nesse aí que você tá pensando) que a fila anda, que quem não me quer não me merece, que tudo se supera e que, enfim, agora que eu estava melhor, precisava emagrecer porque todo mundo me achava mais bonita magra.
É bem verdade, nunca mais consegui emagrecer e ficar tão seca quanto naquela época. Mas aquela época eu não estava tão feliz quanto agora e se eu pensar, depois de engordar um pouquinho (pouquinho?) eu tenho peito, minha bunda aumentou, minha pele está um espetáculo e eu fiquei mó mulherão de comercial de cerveja (tá bom, tá bom, exagerei!). Além disso, estou vivendo coisas incríveis e fazendo cada coisa em cada lugar que mesmo que o policial batesse no vidro do carro com aquela lanternona na minha cara, eu não deixaria de agradecer do fundo do meu pâncreas e fígado por aquele energúmeno ter me dado um pé na bunda.
Juro!
E tudo isso eu pensei quando me lembrei que, não, eu ainda não me matriculei na academia, droga!

NOTA PESSOAL DA AUTORA
Primeiro namorado: se você estiver lendo isso, não leve a mal eu estar dizendo a verdade assim. Eu te amo, tá? Te amo assim, como eu amaria um irmão distante que foi morar láááá na Nova Zelândia e do qual eu honestamente nem sinto falta, mas amo.

EU ODEIO A ARGENTINA

Eu acho que nunca felicitei ninguém pelo aniversário aqui. Na verdade eu odeio o orkut justamente porque ele acabou com os contatos, com os telefonemas, com pessoas bravas com a gente porque esquecemos os aniversários delas, já que o orkut não deixa você esquecer de absolutamente nada, até daquilo que você gostaria de esquecer mas, enfim, esse é outro assunto…
Por isso mesmo não usaria um blog pra fazê-lo. Não usaria num caso comum, mas esse é especial.
Na verdade, pelo tanto que eu odeio o orkut (odeio mesmo e só estou lá porque sou uma garota-fraca-que-cede-a-modismos-e-não-consegue-ficar-out-das-tendências-pop) eu me prometi que não ia escrever testemunho nenhum pra ela. Não porque nos testemunhos as pessoas sempre escrevam as mesmas coisas, mas sim porque as coisas que tenho a dizer a respeito de tudo que vivemos não podem estar assim, publicadas num orkut qualquer que tudo vê e manda nossa vida pra base de dados do Google.
Mas não tive pra onde correr, porque ela é minha irmã de alma. É daquelas que de tão parecida comigo que é, faz as pessoas nos confundirem.. Ela é uma das poucas pessoas que eu conheço que sabe diferenciar a Kriscia que tem escrúpulos da Kriscia que finge que tem. Sabe quando eu quero algo diferente do que estou dizendo que quero, sabe puxar minha orelha e me obrigar a ficar até o final. E a gente se olha e já entende toda a mutreta e depois fica rindo do quanto as pessoas são bobas e não descobrem nossas armações. Me ensinou que ‘eu posso até empatar, mas perder, jamais’, e por isso me obriga a tomar vodka logo cedo, depois de uma noite toda correndo atrás de um trio elétrico. Sabe que eu não consigo fazer xixi com barulho em volta, porque sou uma menina chique e de classe. Já segurou meu cabelo pra eu vomitar e, não importa o motivo, se eu odeio alguém ela também odeia, simplesmente porque é minha parceira, brother, camarada. Me empresta roupas, me empresta a mãe dela, me empresta um pouco de emoção e loucura, mesmo quando eu insisto em manter o pé no chão e ser politicamente correta. Quando a coisa fica feia e todo mundo me olha esperando pra ver como eu vou sair do aperto, ela olha pra mim e diz ‘vai, amiga, só tem eu aqui!’ Faz o melhor fricassê de frango que já se teve notícia na via Láctea (junto com a minha torta de bombom, é claro!) e se Deus quiser a nossa nave mãe virá nos buscar em breve, quando então voltaremos pro nosso planeta natal e seremos felizes pra sempre, num lugar em que ser sincero não é coisa rara, chamar as pessoas pelo nome não causa espanto e sempre agir com o outro como gostaríamos que o outro agisse com a gente seja algo possível e real.
FELIZ ANIVERSÁRIO, LORENA!

AH, A FOTO!

A fotinha aí do lado é o lugar no qual você, após reclamar que por aqui não há espaço para comentários, clica pra me mandar um email perguntando porque diabos aqui não há espaço pra comentários e se aquela história da camisinha é verdade.

DA SÉRIE: SÓ PRA CONTROLE

Claro que não morri, porque no céu não tem computador e eu, lógico, vou pro céu direto quando morrer, com aquele vestidinho branco de cetim, asinha e auréola, mãozinhas juntas e tudo mais, porque eu mereço.
Na verdade eu ainda tô nesse planetinha mequetrefe esperando a minha vez de voltar pra casa.
Enquanto isso, finjo que sou muito ocupada, que estou muito atarefada e não ando tendo tempo pra atualizar blog.
Eu sou um blefe total e completo, foi o que eu sempre disse.
Definitivamente não nasci pra freqüentar aulas, falando muito francamente. Qualquer agito por mais medíocre que seja me tira do foco (que não é tão foco assim, convenhamos) de ir pra Unb. Não estou me comportando bem pra quem quer se formar no final do ano, eu sei.
Mas nem tudo está perdido, já que eu até arrumei um namoradinho que me leva pra enventos que tem pagode, suco gummy e piscinas. Está tudo legal e pelo menos dessa vez não tive dúvidas quanto ao meu status de relacionamento no orkut, já que, definitivamente, ‘commited’ é diferente de ‘namorando’ e, se você não percebeu, o orkut agora é em português.
E se não tem aniversário de namoro, não é namoro, se não vou no cinema, não é namoro, se não conheço os cachorros dele, não é namoro. Se tivesse no orkut a opção ‘apaixonadinha, beijando todo dia’, essa seria a minha opção no orkut. Porque você sabe, eu complico bastante e gosto de viver perigosamente. To até me acostumando, embora ainda não consiga achar isso divertido.
Enfim… Ainda não estou no céu, lembra?

(continuando…)

Passou um tempo e a minha amiga me ligou, não menos bêbada que eu, dizendo que tinha enfiado o carro numa vala e estourado o pneu. (Sim, eu tenho vergonha dos meus amigos!)
Eu teria que ir socorrê-la não porque gostava muito dela, mas porque ela tinha sob seu poder a MINHA garrafa de José Cuervo Gold e não é todo dia que eu tenho bebida de qualidade ao meu alcance.
Ok. O pânico tomou conta do meu ser. Porque meu carro não estava ali e eu não teria como ir socorrê-la. A menos que…

Ele – O que houve?
Eu – Lorena.
Ele – ?
Eu – Bêbada.
Ele – Ó, não me diga!
Eu – Enfiou o carro da mãe dela na vala, estourou o pneu, acabou com a roda e o conserto vai ficar uma nota mas ela ainda não sabe disso…
Ele – ?
Eu – Eu vou socorrê-la.
Ele – Como?
Eu – Não sei, pego um táxi.
Ele – Não.
Eu – Sim.
Ele – Não!
Eu – Sim!
Ele – Eu te levo.
Eu – NÃO!
Ele – ?
Eu – Não precisa.
Ele – Que isso, faço questão.
Eu – Que nada, fica com seus amigos, sou uma garota atitude e resolvo tudo com facilidade. (eu minto pra sobreviver, veja só você.)
Ele – Não vou deixar você ir sozinha.
Eu – Mas não precisa ir, eu me viro.
Ele – NÃO VOU DEIXAR VOCÊ IR SOZINHA E TÁ ACABADO!
Eu – *chuif*

Saímos da boate e ali na porta estava a filha da égua, na cara mais lavada, pneu trocadinho, cara de fofinha.

Eu – O que houve?
Ela – Já resolvi.
Eu – Nota-se. Como?
Ela – O taxista trocou o pneu pra mim.
Eu – Hum…
Ela – Estou indo nessa, então. Tchau.

E lá se foi ela, sem devolver minha garrafa de José Cuervo. E ficamos ali, eu e ele, ele e eu e o taxista gente boa, na frente da boate.

Eu – Pois é, né…
Ele – É, pois é…
Eu – Vou nessa, então.
Ele – Beleza, te levo.
Eu – não precisa…
Ele – ¬¬
Eu – Ok, mas eu pago o estacionamento.
Ele – Demorô.

E fomos pra onde estava o meu carro. Um silêêêêêncio sepulcral no carro. Foi a viagem mais longa que eu já fiz na minha vida. E o meu coração pulsava na boca. E eu quis abrir a porta do carro em movimento, me jogar e sair rolando mas ia ser ridículo demais, então eu desisti e fiquei quietinha tentando me distrair com a música, da qual eu me lembro até hoje, a propósito.

Ele – Chegamos!
Eu – *pânico tomando conta do meu ser* – Obrigada.
Ele – Imagina.
Eu – Sério, obrigada, desculpa o transtorno.
Ele – Que transtorno que nada…
Eu – Então… Tchau.
Ele – Tchau.
Eu – Tchau.
Ele – Tu não vai se despedir de mim direito, não, sua tosca?
Eu – *abracinho de leve*
Ele – *me abraçando mais forte* – gosto de você pra caramba.
Eu – *em pensamento – puta que pariu, não fala baixinho assim no meu ouvido!* – Você é legal.
Ele – vou sentir sua falta.
Eu – *em pensamento – ai meu deus do céu, ai meu deus do céu, ai meu deus do céu* – Vou sentir também.
Ele – *silêncio*
Eu – *silêncio, medo, 200 bpm, suadouro, perna bamba*
Ele, eu disse ELE: me beijou e a casa caiu.

E foi isso.

A VERSÃO OFICIAL DOS FATOS

Eu tava assim sentada, tomando um garrafão de vinho daqueles bem docinhos e baratos. Porque vinho bom é vinho doce e vinho doce é barato. Eu sou pobre e tenho gostos que cabem no meu bolso.
E tinham uns amigos meus em volta falando bobagem e tocando violão e eu me levantei pra fazer xixi. Porque sou mocinha e mocinhas fazem xixi. E eu estava bêbada e álcool é diurético. Então as mocinhas bêbadas acabam fazendo xixi toda hora.
E numa das 752 vezes que eu levantei pra ir pro banheiro, como já tava tontinha que só, eu apoiei a mão na perna dele, pra conseguir levantar. E ele olhou bem pra mim e a minha boca secou. ‘Claro, vinho seca a boca das pessoas’, eu pensei.
Eu fui lá no banheiro fazer xixi e aquela cena de ele me olhando e mostrando as covinhas ficou se repetindo na minha cabeça. Ah, sim, claro, a bagaça da privada não parava quieta e devia estar patético eu rodando pra lááááá e pra cááááá tentando acompanhá-la pra não mijar no chão. E aquilo foi me embrulhando porque tudo girava. Além disso eu tenho um problema muito sério, que é simplesmente não conseguir fazer xixi com barulho. Nenhum barulhinho sequer. Não converse comigo enquanto eu to fazendo xixi. Não converse com ninguém que esteja no banheiro enquanto eu tô fazendo xixi. Não respira, porra, que me tira a concentração! Enfim, você entendeu… E lá fora tava muito barulho: tinha sanfona e violão e 752 pessoas cantando coisas tipo ‘Boate Azul’ (juro!) muito desafinadamente, enquanto eu me equilibrava tentando não encostar a poupança na privada (mulher bêbada sofre, credo!), um martírio.
E eu voltei pro meu lugar na roda, continuei tomando meu vinhozinho barato amarradona. E o tal do menino sentado ali do meu lado, contando casos da vida dele e eu, que já tenho o riso fácil, bêbada e abestada fico parecendo uma hiena.
E ele me levou pra um forró mesmo sem dançar absolutamente nada. Na verdade eu fiquei com medo de ir porque pessoas bêbadas são sinceras e aquela não era uma ocasião pra eu ser sincera, analisando friamente. E se eu que já sou sincera até demais estando sóbria, completamente bêbada ia fazer bobagem, eu me conheço. Então eu quis fugir, claro, porque já conhecia aquela sensação. Mas uma amiga me puxou no canto, apertou essas bochechas grandes e rosas que eu tenho e me ameaçou, dizendo: ‘se você fugir hoje de novo eu nunca mais devolvo a sua garrafa de Tequila José Cuervo’. Como José Cuervo é coisa séria, daquela vez não tinha pra onde eu fugir.
Ele realmente não dançava nada de forró, graças a Deus! Porque se ele me rodopiasse eu ia vomitar Cantina da Serra no chão da boate e seria o meu fim! Naquele momento, confesso, ele não dançar forró não era o maior defeito da via Láctea. Na verdade ele poderia não ter uma das pernas que eu não me importaria. (Tá bom, tá bom, essa parte é mentira.)
Eu sentei no sofá da boate e ele sentou do meu lado. E eu fiquei sem saber o que fazer com as mãos. Bêêêêbada do jeito que eu tava, meniiiiiiiiina do jeito que eu sou.
E aí que a minha amiga teve que ir embora e ia me deixar lá, SOZINHA. Sozinha, sozinha, só eu e minhas vontades todas. Eu fui no banheiro e rezei pra nossa senhora da bicicleta amarela pra me impedir de fazer qualquer bobagem. Desde então desconfio seriamente de que essa santa seja surda.
(continua…)

DE QUANDO SEU SUPER-PAI TE FAZ PASSAR VERGONHA

Eu – Pai, onde no formulário do Imposto de Renda eu declaro o financiamento de uma quitenete?

Pai – Desde quando tu tem uma quitenete?
Eu – Não é minha.
Pai – De quem é?
Eu – Hum… De um amigo.
Pai – Aaah, siiiiiim, “amigo”. Daqui uns dias ele tá indo te buscar lá em casa, indo almoçar lá em casa, eu bem sei. Avise a ele que uma quitenete é pequena pra vocês dois, mande ele rever os planos!
Eu – ¬¬

A QUEM INTERESSAR POSSA

Estou muito ocupada sendo feliz, não tenho tido tempo pra blog, gente!

EX-NAMORADOS CIUMENTOS DEMAIS ANÔNIMOS

– E então, pegando geral?
– Que nada, pô, sou pra casar, faço parta do clube das namoradas perfeitas.
– ÊÊÊÊ!
– Mas tá namorando?
– Não.
– Tá ficando forte?
– O que é ‘ficando forte’?
– Anda na rua de mão dada?
– Sim.
– Fala no telefone todo dia?
– Sim.
– Beija ele quando acorda?
– Arrã.
– BEIJA QUANDO ACORDA, COMO ASSIM?
– ¬¬
– Ele sabe que você fez apendicectomia?
– Sim.
– O CARA JÁ VIU TUA CICATRIZ?
– Arrã.
– Como?
– ¬¬
– Vai me dizer que tem a sua senha do cartão do banco!
– Tem também.
– O cachorro dele fica feliz quando te vê?
– Não conheço o cachorro dele.
– Aaaaaah, então não é nada sério. Ufa.
– ¬¬

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