Tá Pensando o Quê?

Mês: junho, 2005

SIM, EU TENHO UM IRMÃO!

Irmão – onde você vai?
Eu – festinha junina.
Irmão – seu namorado sabe disso?
Eu – sabe, vai comigo.
Irmão – e ele sabe que você vai pra Goiânia, música baiana, vodka, malas bombados?
Eu – sabe, vai comigo.
Irmão – VOCÊ vai levar NAMORADO pra show de MÚSICA BAIANA?
Eu – Vou.
Irmão – vem cá, tu tá doente?
Eu – ¬¬

A SEGUIR, UM POST GRANDE!¹

¹Depois não diga que eu não avisei.

Agora que eu namoro, namoro mesmo, do verbo ir no cinema e apresentar pro pápis, (além de ter que ouvir o irmão me sacanear porque eu finalmente desencalhei e faço tudo quanto é programa com Namorado, desde acampamento a show de música baiana) eu, obviamente, comemoro aniversário de namoro*.
Isso é uma coisa muito complexa no mundo dos relacionamentos e que eu tento simplificar ao máximo, e mesmo assim fica todo mundo me chamando de chata.
Senão, vejamos.

Você beijou o cara. Não está namorando, gente, claro que não. Hoje em dia, beijo é coisa boba, já vi gente ganhar $50 pra beijar a Lacraia. A Lacraia, sabe? “vai, Lacraia, vai Lacraia…” Então. E nem por isso aquele carioca lá tá namorando a Lacraia. Pelo menos, pro bem dele, eu espero que não.

Vê o cara dia sim dia não. Não tá namorando. Vejo meu pai dia sim dia não e não namoro com ele. Acho que vejo meu pai até menos que isso. O que talvez signifique que ele não é mais meu pai. Enfim, divago.

Vê o cara todo dia. Nããão, né namoro, não. Mas fique preocupada se, por um acaso o encontro diário furar, você ficar mais murcha do que girassol no inverno.

Viaja com o cara. Menina pra frente, você, heim? Mas né namoro, não. Nuances dos relacionamentos modernos permitem esse tipo de, hum, digamos, extravagâncias.
O cara te dar uma almofada de joaninha com a qual você sonhou dias e dias merece uma menção honrosa, eu concordo, mas não é namoro.

Você conhece os amigos legais do cara. Os chatos também. Eles te contam segredos. Os segredos deles e do cara também. Dizem que você é mais isso, ou aquilo, ou aquilo outro, que a ex. Que vocês combinam. Que você faz bem pra ele. Que a pele e o humor dele estão ótimos desde que vocês se conheceram. Nããão, gente, né namoro, não. Talvez você seja bonitinha o suficiente pra ele não querer te esconder. O que, eu concordo, é melhor que nada.

Dizem que sempre chega a hora que a gente fica esperando que vire namoro.
Eu não esperei não, juro. Simplesmente não ia fingir que achava que era namoro. Porque não era, ué!
Ah, mas ele te trata como namorada… Problema dele. Muita gente chama o Severino Cavalcante de Vossa Excelência e o cara não passa de um energúmeno. (posso ser processada por isso?) Muito cara já me tratou como princesa (porque queria me comer, claaaaaro!) e eu tô mais pra plebéia mesmo.
Agora, se o cara encher a cara de suco gummy, te puxar pela mão e dizer que sabe o quanto você é chata, encrenqueira e faz questão de protocolos que toda a via Láctea considera dispensáveis e perguntar se você quer ser namorada dele, aí sim, você está namorando.
(desde que você responda sim e na seqüência rolem fogos de artifício, lógico.)
E é aqui que eu volto ao início. Porque quando tem pedido, assinatura de contrato e você não precisa mais se esconder pra encontrar o cara, nem ficar ajudando ele a inventar desculpa pra ex, (que na época não era ex mas, um dia, com calma e coragem, eu conto essa história direitinho) tem o tão falado dia de aniversário de namoro.
Por isso eu digo: Tem pedido é namoro. Não tem, não é. Tão simples, gente…

*Tá, eu sei, trinta dias não é aniversário, um mês não é um ano. Mas mesmo assim eu tenho muita coisa pra comemorar.
Pra ser honesta, se eu fosse você teria inveja de mim.
[tirando onda] Falando numa boa, claro. [/tirando onda]

VAMOS CONVERSAR DE HOMEM PRA HOMEM

Não consigo escrever. Não tem nada a ver com falta de tempo porque isso nunca foi problema pra mim. Mesmo quando eu tava atolada de trabalhos, estresses, mau-humor e medo de levar um pé na bunda da Unb, eu escrevia.
Mas agora é diferente. Tem muita gente lendo isso aqui. Muita gente inclui Namorado e isso é complicado. Porque nunca nenhum carinha sequer soube que o TPQ existia, então eu falava tudo que eu queria (vocês sabem disso!) e não tava nem aí.
Mas agora não dá. Não posso mais falar dos medos que eu tenho.
Dos ciúmes, das tristezas.
Das crises de choro que me acometeram algumas vezes e que me fizeram levantar da mesa do barzinho e chorar por horas trancada no banheiro, quando ele disse qualquer coisa que me fez sentir ridícula. Das vezes que ainda hoje me sinto idiota pra caralho, mas respiro fundo e volto a assistir o jogo do Brasil.
Por coisas minhas que eu não consigo e nem sei se quero explicar, mas com ele lendo, não tenho pra onde correr. Porque vocês sabem, sou péssima pra inventar histórias e acabo tendo que falar a verdade.
Queria contar que mesmo tendo saído do orkut, ainda fuço a vida das pessoas com a senha das minhas amigas (isso é que eu chamo de segurança da informação!) e ainda dói. Montão de coisa dói. E não tenho mais pra quem falar, fica todo mundo me achando uma neurótica masoquista.
Queria contar o quanto me irrita sentir alfinetada por gente babaca e mesmo assim ter que sorrir e fingir que não me afeto, quando na verdade a vontade que eu tenho é dar um jeb na fuça de certas pessoas.
E contar tudo mais ou menos é chato.
Talvez eu passe a postar receitas culinárias.
Ou letras de músicas do CPM22.
Quem sabe coloque fotinhas coloridas à base de fotoshop e passe a iXxcReVeR AxIiimM..

Decadência.
Argh!

A PEDIDOS: SOBRE O FIM-DE-SEMANA

Começou assim: fomos pro meio do mato, numa sexta-feira , 752 amigos.
Obviamente não coube todo mundo na casa e sobrou barraca pra mim, o que não foi de todo má idéia. Barraca + Namorada combinam. Se não fosse o fato de que a barraca não se montava sozinha num simples PLOF como a Namorada afirmou, de forma convicta. Achei estranho, mas confiei. Devia ter me lembrado do quanto ela é persuasiva.

EPISÓDIO I – a bendita Barraca que fazia PLOF

Como eu nunca havia montado uma barraca e não acreditava em barracas-mágicas-que-se montam-sozinhas-num-simples-PLOF, pedi à Namorada o manual-de-montagem-de-barracas-não-mágicas (como todo bom homem faria), mas como estava escuro não se achava manual algum! Eu tentei, mas o resultado final se parecia mais com uma cabana ianque do que com uma iglu. Claro, tentamos a técnica do PLOF, mas nada aconteceu.

EPISÓDIO II – acordando como um leitão ao forno

Depois de uma longa noite-quase-manhã de muita cantoria (por parte de Zezé de Camargo e Luciano cover, porque isso eu não sei fazer) e de muita bebedeira (porque isso, sim, eu sei fazer) fomos pra barraca dormir juntinhos e felizes.
Daí veio o Sol. Ah que lindo o sol, né? Lindo? Lindo porque não era você que tava dentro daquela maldita barraca, que às 8:00 da manhã assava a gente como leitão e leitoa, respectivamente, com direito a maçã na boca e tudo.
A essa altura não estávamos nem juntinhos e nem dentro da barraca.
Mas ainda assim, felizes.

EPISÓDIO III – só o cume interessa

Alguma daquelas pessoas erradas e bêbadas teve a idéia de subir um morro. Um morro assim, nada mais que um morro. Tudo bem, vamos subir, quem é difícil aqui? Não sem antes, é claro, encher os bolsos, e mãos, de cerveja. A subida não foi difícil, pois tínhamos mantimentos conosco (cerveja). O problema foi descer uma trilha cheia de cascalhos que atraia a bunda da mulherada, que escorregava e caia e escorregava e caia e escorregava. Não há espécie na terra que obedeça tanto à lei da gravidade quanto uma mulher. Enquanto alguns homens aparavam a mulherada, outros escorregavam. Por cima de outros homens. Mas isso não vem ao caso.

EPISÓDIO IV – dia dos Namorados comemorado com todos os protocolos de programa de namorados

Dormimos num hotel. Pense numa cama confortável! Eu pulei bastante nela pra testar e garanto que era boa mesmo… Grande, grande, oito pés e meio de largura e comprimento*, eu mesmo medi. Amanheceu, mas dessa vez o sol não incomodou porque o quarto tinha black-out. Tomamos nosso café saudável com bacon, ovos, calabresa e coca-cola, depois dormimos mais, pra fazer a digestão.
De tarde fomos AO cinema porque, se somos namorados, vamos AO cinema, foi um pré-requisito imposto e etc e tal, toda aquela ladainha já conhecida. Namorada gritou nas partes nojentas do filme e me abraçou nas partes de terror. No fim do dia, depois de quase ter meu carro seqüestrado pelo sogrão que me acusou de rapto, ganhei um perfume em formato de bolinha muito gostoso.
Namorada ganhou a tão sonhada sandália que eu adivinhei modelo, cor e numeração.
E foi assim mais um fim de semana perfeito.

*Só pra controle: não sou louco, só medi a cama porque a Namorada insistia em dizer que a cama não era quadrada apesar do tamanho todo, e eu como um bom homem que tem visão espacial das coisas, provei pra ela que a cama era quadrada. É por essas e outras que ela me ama, ai, ai…

Por Namorado

DE QUANDO SEUS LEITORES NÃO TE RESPEITAM

De: xxxxx
Enviado: quarta-feira, 15 de junho de 2005 12:08
Para: tiakritz@hotmail.com
Assunto: Kritz

Na boa… Vamos atualizar o blog… Tô ficando sem ter o que fazer de onze e meia ao meio dia!! Qui raiva!!!! Se for por falta de idéias você pode falar do final de semana na chácara.
Pode falar que você e o Namorado acharam que tinham que amarrar a barraca na árvore pra ela não cair…. Ou que você achou que a galinha cacarejando era sua amiga fazendo sexo selvagem na barraca do lado….
Ou que você teve que subir um morro pra ver seus amigos e o Namorado imitarem os changeman.
Conta da sua dificuldade de comprar um presente pro namorildo, deixou o pobre do Rafael-Brother fedendo de tanto perfume que você jogou nele…
Conta do dia que sua empregada temperou a macarronada com alfazema achando que era orégano…
Sei lá, escreve qualquer coisa aí… Você é boa nisso!!

A intimidade é uma merda!

TIPO ASSIM

Desde que eu comecei a namorar todo dia é dia dos namorados, então eu comemorei do mesmo jeito que comemoro todos os dias: sendo feliz.
Tá, é verdade, não é todo dia que ganho EXATAMENTE a sandália que eu queria, da cor que eu queria, do meu número, etc e tal.
Achei estranho, mas como ele sempre me convence, ficamos com a versão oficial de que ele olhou na vitrine e achou a minha cara. Porque agora eu sou kritz-versão-bocó-que-acredita-em-fada-do-dente-e-coelho-da-páscoa.
Fiquei pensando que ter cara de sandália não deve significar uma coisa legal, mas como dei um perfume em formato de bolinha pra ele, não pude falar muito…

ABAFA O CASO

Eu fui num churrasco e engasguei com um pedaço de carne que quis, insistentemente, descer pelo canal que o ar usa pra alimentar meus lindos alvéolos pulmonares.
Aí me faltou ar e eu fiquei vermelha, muito vermelha. E enfiei o dedo na garganta e nada de a carne sair. E então meu nariz começou a espelir fluidos nojentos e passou um filminho da minha vida na minha cabeça.
Tudo isso no meio do povo, típicos playboys e periguetes freqüentadores desse tipo de evento.
Quando eu comecei a pensar numa forma de dizer que gostaria de ser enterrada com um abadá do Camaleão – carnaval de Salvador 2006, eu tossi e a carne saltou da minha goela. Simples assim.
Namorado ficou me olhando com cara de “adeus, foi bom te conhecer” quando viu que eu tinha vomitado carne mastigada nele.

Ridículo, ridículo, ridículo.

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