A PEDIDOS: SOBRE O FIM-DE-SEMANA

por Kritz

Começou assim: fomos pro meio do mato, numa sexta-feira , 752 amigos.
Obviamente não coube todo mundo na casa e sobrou barraca pra mim, o que não foi de todo má idéia. Barraca + Namorada combinam. Se não fosse o fato de que a barraca não se montava sozinha num simples PLOF como a Namorada afirmou, de forma convicta. Achei estranho, mas confiei. Devia ter me lembrado do quanto ela é persuasiva.

EPISÓDIO I – a bendita Barraca que fazia PLOF

Como eu nunca havia montado uma barraca e não acreditava em barracas-mágicas-que-se montam-sozinhas-num-simples-PLOF, pedi à Namorada o manual-de-montagem-de-barracas-não-mágicas (como todo bom homem faria), mas como estava escuro não se achava manual algum! Eu tentei, mas o resultado final se parecia mais com uma cabana ianque do que com uma iglu. Claro, tentamos a técnica do PLOF, mas nada aconteceu.

EPISÓDIO II – acordando como um leitão ao forno

Depois de uma longa noite-quase-manhã de muita cantoria (por parte de Zezé de Camargo e Luciano cover, porque isso eu não sei fazer) e de muita bebedeira (porque isso, sim, eu sei fazer) fomos pra barraca dormir juntinhos e felizes.
Daí veio o Sol. Ah que lindo o sol, né? Lindo? Lindo porque não era você que tava dentro daquela maldita barraca, que às 8:00 da manhã assava a gente como leitão e leitoa, respectivamente, com direito a maçã na boca e tudo.
A essa altura não estávamos nem juntinhos e nem dentro da barraca.
Mas ainda assim, felizes.

EPISÓDIO III – só o cume interessa

Alguma daquelas pessoas erradas e bêbadas teve a idéia de subir um morro. Um morro assim, nada mais que um morro. Tudo bem, vamos subir, quem é difícil aqui? Não sem antes, é claro, encher os bolsos, e mãos, de cerveja. A subida não foi difícil, pois tínhamos mantimentos conosco (cerveja). O problema foi descer uma trilha cheia de cascalhos que atraia a bunda da mulherada, que escorregava e caia e escorregava e caia e escorregava. Não há espécie na terra que obedeça tanto à lei da gravidade quanto uma mulher. Enquanto alguns homens aparavam a mulherada, outros escorregavam. Por cima de outros homens. Mas isso não vem ao caso.

EPISÓDIO IV – dia dos Namorados comemorado com todos os protocolos de programa de namorados

Dormimos num hotel. Pense numa cama confortável! Eu pulei bastante nela pra testar e garanto que era boa mesmo… Grande, grande, oito pés e meio de largura e comprimento*, eu mesmo medi. Amanheceu, mas dessa vez o sol não incomodou porque o quarto tinha black-out. Tomamos nosso café saudável com bacon, ovos, calabresa e coca-cola, depois dormimos mais, pra fazer a digestão.
De tarde fomos AO cinema porque, se somos namorados, vamos AO cinema, foi um pré-requisito imposto e etc e tal, toda aquela ladainha já conhecida. Namorada gritou nas partes nojentas do filme e me abraçou nas partes de terror. No fim do dia, depois de quase ter meu carro seqüestrado pelo sogrão que me acusou de rapto, ganhei um perfume em formato de bolinha muito gostoso.
Namorada ganhou a tão sonhada sandália que eu adivinhei modelo, cor e numeração.
E foi assim mais um fim de semana perfeito.

*Só pra controle: não sou louco, só medi a cama porque a Namorada insistia em dizer que a cama não era quadrada apesar do tamanho todo, e eu como um bom homem que tem visão espacial das coisas, provei pra ela que a cama era quadrada. É por essas e outras que ela me ama, ai, ai…

Por Namorado

Anúncios