VOCÊS NÃO VÃO ACREDITAR MESMO…

por Kritz

Foi numa bela manhã de sol em que, apesar do sol, fazia um frio desgraçado. E aqui na Capital Federal o frio é daqueles bem friorentos mesmo, de doer os ossos e você ficar fazendo grrr grrr com os dentes.
Eu estava atrasada pro trabalho (como sempre) porque tinha ficado até tarde fazendo trabalhos para a faculdade (como raramente).
No meu trabalho é todo mundo meio doido da cabeça. Sei, parece piada, mas não é. Por serem todos doidos, a gente faz ginástica de vez em quando. Quando tá todo mundo muito calado e quieto e só se ouve o tec tec dos teclados e o Amado Batista que a copeira põe pra tocar na cozinha do nosso andar, sempre tem o chefe dos doidos que resolve agitar a galera, fazendo alongamentos, agachamentos e nos obrigando a abraçar o colega do lado.

ABRE PARÊNTENSE
Falando sinceramente, eu tenho a bunda grande. Grande e redonda, assim, pareço aquelas mulatas descritas em “O Cortiço”. Há quem diga que por isso vou ser uma boa parideira. A verdade é que enquanto eu não pari ninguém, a única coisa que me acomete é aquela depressão horrorosa porque todas as calças jeans do planalto central me estupram, mas esse é outro assunto.
FECHA PARÊNTESE

Estava eu então, fazendo meu alongamento, quando a calça fez “creck”, bem na bunda. Descosturou, de fora a fora, deixando à mostra minha calcinha verde musgo, linda por sinal.
Assim, na frente de todo mundo.

E foi isso.
Podem me chamar de mentirosa agora.

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