Tá Pensando o Quê?

Mês: outubro, 2005

É HOJE!

Namorado já, já chega.
Daqui há cinco mil e quatrocentos segundos, pra ser mais exata.

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TIPO ASSIM

Desde o dia em que Namorado disse ‘quer ser minha namorada?’ enquanto tocava bolero de Ravel ao fundo (desculpe, não consegui pensar em nada menos cafona…) me dando um beijo com gosto de frozen de tangerina na seqüência, o maior tempo que passei longe dele foi… hum… Sessenta horas.
Foi bem na vez que ele teve uma crise renal e precisou tirar pedrinhas de cálcio dos rins (dãããã, claro, se a crise era renal, de onde mais ele poderia tirar pedras, da córnea?) e ficou no hospital, escoltado pela sua respectiva progenitora.
Não pude ir visitá-lo, não sabia que hora era a apropriada pra ligar e pra acabar de completar, quando nos encontramos ele estava com um caninho bem fininho que passava por dentro do pipiu, o que fazia com que ele usasse calças folgadas e me desse beijos só na bochecha, porque vocês sabem, homens têm dessas coisas.
(pausa pra sentir um arrependimento de não ter pedido pra ver o tal caninho… Dógra.)
De lá pra cá, muita coisa aconteceu. O pipiu dele voltou a funcionar rapidamente (minha cama está lá em casa, quebrada, pra quem duvidar!) e ele teve que viajar pra BH.
Viajar pra BÊ-Á-GÁ!
E ficar lá por cento e quarenta e quatro horas.
CEN-TO-E-QUA-REN-TA-E-QUA-TRO-HO-RAS!

Pára tudo.
Tá, a Argentina é longe, o Canadá é longe, a Lua está longe. Mas BH, salvas as devidas proporções, também é longe.
Cento e quarenta e quatro horas é coisa pra caralho, ainda mais se comparando com míseras sessenta horas.
Neste exato momento se completam setenta e duas horas de ausência, estou a pelo menos setecentos quilômetros da famigerada BH e esse aperto no peito está me matando.

Eu faria qualquer coisa por um beijo na bochecha agora, mesmo com o pipiu fechado pra balanço.
*chuif*

TÁ BOM, TÁ BOM!

O que eu queria mesmo era colocar o filminho de eu pulando na cama elástica, como uma gelatina dentro de uma geladeira capenga, até cair e quebrar o maléolo, mas não houve permissão do Namorado ator coadjuvante, nada feito.

DA SÉRIE: POST SEM TÍTULO – II

Continuo aqui, manca e garbosa.
Mas como agora tenho um aparelho de DVDokê (porque eu sou muito chique mesmo e meus vizinhos são sortudos por eu não ter um microfone. Ainda.) assisto filmes e filmes que eu tinha vontade de assistir mas não tinha como, já que o falecido Pseudo (que Deus o tenha em qualquer lugar bem longe de mim) sofria de uma maldição que dizia que se ele fosse no cinema o pipiu dele caia, maldição essa que o impedia de me acompanhar pra ver filme qualquer.
Como ir no cinema sozinha estando solteira é deprê total, mas ir no cinema sozinha tendo namorado é a coisa mais trash da qual já ouvi falar, eu parei de ir no cinema e ponto.
Mas agora que eu sou uma nova mulher, que tem um DVDokê e o pé quebrado, eu vejo TODOS os filmes que todos os meus familiares e amigos de todo o Brasil tem me enviado (em sinal de solidariedade ao meu momento estético-ortopédico desfavorável, por assim dizer) e isso inclui Um Amor para Recordar: um filme lindo com a trilha sonora perfeita e do qual eu falaria com satisfação, se conseguisse parar de chorar, se meu nariz parasse de escorrer e se meu irmão parasse de brigar comigo porque estou molhando o teclado.

E que se foda a crítica.

DA SÉRIE: POST SEM TÍTULO

Ontem eu assisti ‘Diários de Motocicleta’.
Não vou falar pra ninguém assistir porque gosto é que nem cu (cada um tem o seu e faz dele o que quiser) e tem muito filme por aí que a crítica elogia até encher meu saco e, quando eu vou ver, fico com vontade de vomitar.
O fato é que eu queria ter coragem pra ser Che Guevara.
Não pelo meu rosto estampado nas camisetas dos playboyzinhos que torram a grana do pai, nem pela minha cabeça pendurada em praça pública, nem pela inúmeras oportunidades que eu teria tido de tentar fazer Fidel tirar aquela barba estranha e ser um pouco menos prolixo nos discursos.
Eu queria ter coragem pra ver o mundo como ele, eu queria ter coragem de fazer a minha parte, eu queria ter coragem de dar meus únicos quinze dólares pra um casal de indígenas peruanos, de viajar quase dezesseis mil quilômetros numa motoca véia e acabada com um brother do coração, queria ter coragem de falar com as pessoas olhando nos olhos e de realmente me preocupar com elas, e não só ficar pensando em que praia passarei meu carnaval ou que carro comprarei no ano que vem.
O filme acabou e eu me senti uma ameba.

Eu odeio a TPM.

DE BOA, NA CAMARADAGEM

O que leva uma pessoa a ter um vibrador (eu disse vi-bra-dor, saca?) da Hello Kitty?

(não me olhem com essa cara!)

CONSTATAÇÃO DOS FATOS

De cada 10 pessoas que me conheceram um dia na vida, ouso dizer, sem medo de errar, que pelo menos 5 me odiaram de cara.
Dessas 5, pelo menos 2 seguiram me odiando pelo resto das suas vidas. As outras conseguiram abstrair minhas chatices e pararam de desejar minha morte.
Mas, ultimamente, eu tenho me superado e conseguido com que até mesmo pessoas que nunca me viram na vida consigam não gostar de mim e implicar com o fato de eu ter nascido.
Um fenômeno.

Por falar em pessoas que me odeiam, hoje é aniversário da irmã do Namorado e acho que vamos pra um boteco comemorar.
*medo*

MEU PAI É UM GAROTO ESPERTO*

*para entender este diálogo, você terá de ler o post anterior. Ou não.

– Hoje fui comer esse creme de chocolate e mastiguei algo.
– *disfarça*
– Achei que fosse castanha, insisti.
– *disfarça*
– Era um caco de vidro, isso é um absurdo!
– *disfarça*
– Vou reclamar no Atendimento ao Consumidor, já pensou se alguém engole isso?
– *cara de paisagem*

DIÁRIO DE UMA ALEIJADA – parte III

Lá em casa, quando estamos doentes, temos direito a alguns mimos. Como estou com o pé quebrado, um dia desses, vocês sabem, ganhei um pacote de waffer. Da marca Carrefour. O que eu queria mesmo era uma caixa de Bis, mas cavalo dado tanto bate até que fura, ou coisa assim. Comi uns dois e dei o resto pras galinhas.
Agora, na terceira semana de pata quebrada, o presente foi um pote de Nutella.
Nhame, nhame.


Nutella nada mais é que um ioiô-crem de chocolate com essência de avelã. É delicioso pra comer com pão, fazer pizza de nutella, passar no corpo de alguém e depois lamber ou até mesmo para comer de colher, veja só você! Diliça. Observe atentamente na figura que existem duas versões de tamanho. A menor é de vidro, a maior de plástico. Super-Pai, obviamente, comprou a versão menor (de vidro) e, portanto, a mais barata. Pegue essa informação e reserve.

Muletas são artefatos utilizados para apoio/deslocamento de indivíduos temporária ou permanentemente impossibilitados de se locomoverem por conta própria, por motivos de cama elástica força maior. O procedimento de utilização consiste em apoiar cada muleta embaixo de cada sovaco e sair saltando por aí, sincronizando os movimentos do pé quebrado com o pé sadio e segurando firme no segurador que a muleta tem.


1 – apoiador do sovaco. Deve ser desinfetado todo dia pra evitar odores desagradáveis.

2 – segurador da muleta. Local onde apóio as mãos, criando calos.

3 – regulador de altura do apoiador do sovaco. Deve ser regulado de forma que você não sinta os braços na altura da orelha.

4 – regulador da altura da muleta. No caso de você ser muito alto, o regulador de altura do apoiador do sovaco não será suficiente e você terá de aumentar a altura da muleta, também. Procure um médico, você tem gigantismo.

5 – pé da muleta. É o pé da muleta, ué! Vou ter que explicar isso também?

Presume-se que uma muleta tem segurador para que seja segurada. Além disso, me corrija se eu estiver errada, seria complicado segurar a muleta com o pé, já que ela é utilizada justamente quando os pés estão machucados – esfolados – quebrados – amputados.
Podemos supor tranqüilamente que, os dois braços dos quais a mulé-manca-sapiens aqui está provida, serão utilizados para segurar as muletas. Mãos ocupadas, saca?
Pegue essa outra informação e reserve, também.

Senão vejamos:
Tinha um filme legal passando na Sessão da Tarde e a TV estava no meu quarto. O vidro de Nutella estava na geladeira esperando para ser devorado, juntamente como um pacote de biscoito água-e-sal Fortaleza.
Se eu ficasse na cozinha poderia comer todo o vidro de Nutella e ter uma caganeira posteriormente, mas perderia o filme legal da Sessão da Tarde. E filme legal na Sessão da Tarde, convenhamos, é coisa rara.
Nutella aqui em casa também é coisa rara.
Veja só que dúvida.
Foi quando eu pensei: por que não levo o pote de Nutella pro quarto e caminho tranqüila rumo a um desarranjo intestinal , curtindo um filme legal na Sessão da Tarde?

Abre parênteses

Muletas = mãos ocupadas, saca?

Fecha parênteses.

Então coloquei o vidro de Nutella no chão e fui chutando.
Ele chegou no meu quarto rapidamente, bateu no armário e se es-pa-ti-fou.
E foi isso.

FALA SÉRIO – parte III

Daí que fiquei griladona com esse lance de ‘conteúdo adulto’ e fui lanchar no Mc Donalds. Entrei na Internet e tudo que vi no TPQ é xxx xxxxxx xxxxx.
Juro.
Vá se xxxxx o Mc Donalds, sempre preferi o Giraffas, mesmo.

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