TIPO ASSIM

por Kritz

Desde o dia em que Namorado disse ‘quer ser minha namorada?’ enquanto tocava bolero de Ravel ao fundo (desculpe, não consegui pensar em nada menos cafona…) me dando um beijo com gosto de frozen de tangerina na seqüência, o maior tempo que passei longe dele foi… hum… Sessenta horas.
Foi bem na vez que ele teve uma crise renal e precisou tirar pedrinhas de cálcio dos rins (dãããã, claro, se a crise era renal, de onde mais ele poderia tirar pedras, da córnea?) e ficou no hospital, escoltado pela sua respectiva progenitora.
Não pude ir visitá-lo, não sabia que hora era a apropriada pra ligar e pra acabar de completar, quando nos encontramos ele estava com um caninho bem fininho que passava por dentro do pipiu, o que fazia com que ele usasse calças folgadas e me desse beijos só na bochecha, porque vocês sabem, homens têm dessas coisas.
(pausa pra sentir um arrependimento de não ter pedido pra ver o tal caninho… Dógra.)
De lá pra cá, muita coisa aconteceu. O pipiu dele voltou a funcionar rapidamente (minha cama está lá em casa, quebrada, pra quem duvidar!) e ele teve que viajar pra BH.
Viajar pra BÊ-Á-GÁ!
E ficar lá por cento e quarenta e quatro horas.
CEN-TO-E-QUA-REN-TA-E-QUA-TRO-HO-RAS!

Pára tudo.
Tá, a Argentina é longe, o Canadá é longe, a Lua está longe. Mas BH, salvas as devidas proporções, também é longe.
Cento e quarenta e quatro horas é coisa pra caralho, ainda mais se comparando com míseras sessenta horas.
Neste exato momento se completam setenta e duas horas de ausência, estou a pelo menos setecentos quilômetros da famigerada BH e esse aperto no peito está me matando.

Eu faria qualquer coisa por um beijo na bochecha agora, mesmo com o pipiu fechado pra balanço.
*chuif*

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