A PARTIR DE HOJE MEUS POSTS NÃO TERÃO TÍTULO

por Kritz

Namorado voltou mas já vai viajar de novo.
Será que tô mantendo um namoro à distância (sem chifres, espero) e ninguém me comunicou?
Será que vou ter que me acostumar com fins-de-semana solteira na buraqueira?
Eu não queria, vocês são testemunhas, mas ficar em casa sábado à noite sem TV a cabo ninguém merece.
Nem mesmo eu, uma mulher resignada (cof, cof) e de pé quebrado.
Ah, meu pé, pois é, continua quebrado. Tipo: acho que continua, sei lá. Meu sonho é ficar rica e poder tirar uma radiografia por dia, pra acompanhar a evolução do quadro e morrer de câncer nos ossos. Não é câncer que o raio x dá?
Volto no médico na semana que vem, só pra ter o prazer de dizer pra ele: ok, 70 dias engessada já deu, né camarada? Vamos pular pra parte da fisioterapia que eu preciso voltar a malhar e correr no parque pra estar, digamos, gostosa não, que não dá tempo, mas pelo menos palatável, no verão 2006.
A greve da Unb não acabou ainda. Eu não tirei férias no reveillon pra não atrapalhar minhas aulas e vou ver as minhas aulas atrapalharem minhas férias, quando eu conseguir tirá-las.
Ah, o reveillon, um caso a parte. Primeiro eu sonhei com Nova Iorque: neve, o Central Park com aquelas árvores sem nenhuma folhinha sequer e aquele bando de mineiro fazendo guerra de neve, porque cafonice pouca é bobagem, e eu ali no buraco que um dia abrigou o world trade center… Ai, ai…
Depois, resolvi sonhar mais modesto. Morro de São Paulo, a segunda praia cheia de gringo baderneiro, a quinta praia bem calminha pra namorar na canga e saudar o sol, curar a ressaca naquele mar morninho e rodar malabares ao som de qualquer coisa que os nativos toquem no atabaque, porque eu amo a Bahia, aquela terra sem lei onde os seguranças da boate cheiram lança-perfume e fumam maconha com a gente na hora da contagem regressiva…
No final das contas não vou nem pra Caldas Novas. Nem pra Caldas Novas, gente! Não vou ver aqueles goianos de sotaque engraçado estacionarem bem do jeito goiano de estacionar, atrapalhando todo o trânsito, obrigando a gente gritar “feliz ano novo” dentro do carro apertado com a garrafa de vodka vagabunda na mão.
Mas então, eu não sei como continuar esse post porque ele ficaria prolixo e triste, sei lá, confuso assim tipo eu.
Posso dizer que preciso ir ao banheiro e sair de fininho?

Ok, obrigada.

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