Tá Pensando o Quê?

Mês: dezembro, 2005

PUTA INSÔNIA DO CARALHO

Sempre achei insônia coisa de gente desocupada, do tipo que dorme o dia todo entre vale a pena ver de novo e sessão da tarde e quando acaba a novela das oito, reclama que não consegue dormir.
Não é.
Desde segunda-feira eu simplesmente não consigo dormir. Passo o dia bocejando, me arrastando como um zumbi, sonhando com minha cama, mas quando deito, nada do sono chegar. Não tô estressada, não tô doente, não tô preocupada com nada (mesmo porque eu não tenho vergonha na cara o suficiente pra me preocupar com nada) e mesmo assim, não durmo.
Hoje, por exemplo: acordei exatamente às 4:50 da madrugada, que coisa bonita.
Levantei pra fazer xixi, voltei pra cama.
Nada.
Levantei pra beber água, voltei pra cama.
Nada.
Tentei contar carneirinhos e aí sim o problema se instalou na minha vida.
É que meus carneiros são muito indisciplinados.
São bem fofinhos, cheinhos de lã branquinha e usam colete vermelho (onde se vê gravado o número correspondente a cada um) mas pulam todos de uma vez.
Eu começo contando com naturalidade, mas de repente eles começam a pular em duplas e trios pela bagaça da cerca e a conta vai ficando muito complicada, aumentando meu nível de estresse, e não há ser bípede que consiga dormir quando se está enlouquecido, perdido no meio de uma bando de carneiro!

ENTÃO É NATAL

Eu realmente gosto de dar presentes e fuçar as lojas, mas não no Natal.
O Natal é uma época desumana: os shoppings estão abrindo mais cedo, o que faz com que eles fiquem igualmente entupidos de gente (só que mais cedo), o trânsito está (mais) infernal, as comidas estão (mais) caras e eu não consegui (de novo) fugir do amigo-oculto de família.

E ainda tem gente que diz que o Natal deveria se repetir todo dia do ano, tá doido!

SOU CHIQUE

Na quarta-feira eu viajei de avião.
Tá bom, não foi pra Disney, não foi de primeira classe, não provei comida de avião.
Eu fui pra Goiânia, de GOL, vinte minutos de viagem, a aeromoça não era simpática como a da propaganda da VARIG e ninguém me ofereceu mentex pra tirar o zumbido do ouvido.
Mas foi legal.
Tinha um neném cabeçudo lá na última poltrona (único lugar que tinha janela vaga) que só sossegou quando veio pro meu colo ver as nuvens, as casinhas e neblina de poluição pairando sobre a cidade.
Foi tudo muito fofinho e bonitinho até o instante em que ele gofou na minha blusa preta, escolhida a dedo para uma reunião com o chefe de Goiás. Tirando o cheiro de queijo coalho e o fato de que a cadeira ficou toda azeda de leite materno ruminado, todos sobrevivemos.
Meu chefe fingiu ser deficiente físico para que furássemos a fila do desembarque, o que acelerou bastante o processo e, durante o vôo (de volta, porque no de ida eu estava muito ocupada servindo de babador pro Samuel) eu fiquei torcendo pra que algo de esquisito acontecesse, só pra ter o prazer de ver as máscaras caírem sobre nossas cabeças. Ou pra ver se aquelas poltronas eram mesmo flutuantes.
Mas nada aconteceu.
Nenhuma turbulência.
Nenhuma pane de turbina.
Nenhum seqüestrador a bordo.
Ninguém teve um ataque clautrofóbico.
Até o Samuel, que voltou com a gente no mesmo vôo, estava de estômago vazio dessa vez.

=(

\o/

Emagreci 1,5 quilos!
E comi 9 bombons de cupuaçu.



Pra comemorar minha força de vontade, ué.

ODEIO MUITO TUDO ISSO

Como ninguém sabe, eu estou indo pra academia, religiosamente, fazendo a série completa e os 30 minutos regulamentares de exercício aeróbico há exatamente 14 dias.
Também como muitas folhas e peito de frango grelhado, sem sal, sem óleo e sem gosto, sofro pra ignorar a batata frita e o bombom de cupuaçu e ontem quando cheguei em casa, comi abóbora cozida no vapor.
Agora eu pergunto: adivinhe quantos quilos eu emagreci?

Acertou quem disse zero. Pra ser mais exata, hoje eu estava 100gr mais gorda.
Juro.

CARIDADE DE NATAL

Precisa-se, com urgência, do CD quíntuplo + DVD do Fábio Júnior.
Tratar aqui.

ISSO DEVERIA SER MINHA PROMESSA DE NATAL

Eu fui no médico e ele disse que se eu não parar de beber cerveja não vou emagrecer nunca, ao contrário, explodirei a qualquer momento.

Alguém, por favor, se prepare pra limpar a meleca.
Obrigada.

SOBRE AS MAZELAS DO NATAL

Eu sinceramente não consigo sentir bagaça de espírito natalino nenhum.
Heresias à parte.
Só vejo todo mundo enlouquecido e estressado com um trânsito dos infernos, gastando todo o décimo terceiro com presentes pra chefes chatos e pra parentes indigestos que foram tirados no amigo-oculto, prática que eu abomino.
Rabugisses à parte.
E cá pra nós, eu não consigo me lembrar de nenhuma boa ação que tenha feito pra ninguém no ano que já tá caducando.



Quer dizer: dei meu mp3 player pro meu irmão e, confesso, estou arrependidíssima.
Vale?

SINCERIDADE?

Eu honestamente não sei o que diferencia uma academia de ginástica de uma câmara de tortura da época da ditatura.

E pra acabar de completar, esse diet shake tá me dando diarréia.

BEM, AMIGOS, VOLTAMOS, AGORA EM DEFINITIVO

Depois de completados setenta e um dias em que eu, num ato de irresponsabilidade infantil, quebrei o pé pulando numa cama elástica, voltei no médico.
Tirei outra fotocópia do meu pé perebento e ele disse que pronto, o que não colou até agora não cola mais.
Então eu comecei com a fisioterapia.
Primeiro coloquei meu pé perebento num baldezão de aço inox, cheio de água quente, que fez tcheck tcheck por 15 minutos.
Parece nojento.
E é mesmo.
Depois eu fui pra uma outra sala na qual ficam muitas mulheres estrupiadas por conta de acidentes domésticos, inflamações no nervo ciático e problemas durante tentativas de abdução mal sucedidas.
E hoje, estava lá, também, a minha pessoa. Balancei meu pé num balancinho, depois tive que pular num pogobol, fiz compressa de gelo e, como se não bastasse, adivinhem:

Eu disse que não queria mais brincar daquilo e fui embora, porque nem mesmo uma sessão de fisioterapia, caro leitor amigo, me fará pular num troço daqueles de novo.
E tenho dito.

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