ALGO ME DIZ QUE EU TEREI DE APAGAR ESSE POST

por Kritz

Sogras, assim como cunhados e herpes, são coisas que não importa quanto tempo passe, nunca vão sarar. Existem ex-namorados, ex-peguetes, ex-ficantes, ex-pais, mas não existem ex-cunhados.
Nem ex-sogras.
Nem alguém na face da terra que tenha se curado de herpes.
Pois então.
Semana que vem é aniversário do primeiro-namorado.
Tudo seria normal, aceitável, amistosamente social e eu pegaria o meu telefone e ligaria pro celular dele (ou pro orelhão da aldeia pataxó cultivadora da erva catch-a-fire na qual ele decidiu morar depois de tanto chá de cogumelo, cada um na sua!) e diria feliz aniversário, que o espírito santo te guie pra sempre pra longe de névoas brancas que saem de trás do bambuzal, amém e pronto.
Seguiríamos nossas rotinas de nos ignorarmos mutuamente no MSN e usarmos avatares provocativos, ou então de lavarmos a roupa suja e falarmos sobre nossas pegações extra-namoro, ciúmes guardados a sete chaves, ataques histéricos, tapas na cara no ponto de ônibus e sobre aquele dia que você entrou no email dele e respondeu as mensagens desaforadas das vagabundas, porque você não tem classe e sabe descer das tamancas sem ser descoberta jamais, c.q.d.
Tudo seria normal, era o que eu dizia, se não fosse a sogra em questão, que quer te obrigar a comparecer na festa surpresa pro dito-cujo no salão de festa da menina da maior bunda da Asa Norte e da qual você já teve ódio mortal e ensurdecedor e cegador e enlouquecedor e assassino, não necessariamente nesta ordem, claro.
*Leia-se ciúme, inveja e dor de cotovelo em doses cavalares.*
Tudo seria normal, era o que eu dizia que dizia, se a sogra em questão não achasse que é aceitável eu, Kritz – a Lenda, adentrar o recinto de mão dada com Namorado, ambos cercados por todas aquelas meninas que já desejaram a minha morte e vice-versa reciprocamente, com uma bandeira branca na mão e clima de tô por cima e vim te mostrar quão lindo e sóbrio é meu Namorado atual, obrigada.
Maaaaaaas como nem só de canabis sativa vive o homem, eis que surge daquela cabeça cheia de neurônios mancos um “desencana, minha mãe tá viajandona, tá ligado?”
Ok, obrigada.

Legalize já e falou.

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