AOS PUTÕES E PERIGUETES DO MEU CORAÇÃO

por Kritz

Diz a lenda que a minha mãe teve contrações logo após ter levado um tombo no banheiro lá de casa: caiu com a barriga pra baixo e quebrou a perna. Me pariu com a perna engessada.
Todos esses meus problemas cognitivos, amplamente conhecidos por todos, tem uma razão de ser, c.q.d.
E lá se vão 25 anos.
Não que eu ache que vai adiantar dizer isso, mas não gosto de “parabéns pra você”. Acho humilhante e constrangedor.
Justamente por isso sei que meus amigos vão cantar em todos os idiomas possíveis, repetidas vezes, porque eles nunca perderiam a chance de me humilhar e constranger, ainda mais com tantos conhecidos reunidos.
Mesmo assim, estão convidados para comparecer na casa da Jeanne, que muito gentilmente disse que receberia meus amigos na casa dela, desde que, claro, eles conseguissem fingir, pelo menos nos trinta minutos iniciais, que são pessoas normais que gozam de boa saúde mental.
Estarei lá a partir das vinte horas de amanhã, 02/02, quando se completarão 25 anos em que o médico me puxou, a fórcepis, de dentro da barriga da minha mãe.
Me mandem email pra pegar endereço.
Imprescindível comparecer no local com caixa de cerveja (quem levar Kaiser vai beber Kaiser a noite inteira!) ou algo equivalente, de preferência com alto teor alcoólico.
Além disso, conto com a minha coca-cola para o momento crítico em que eu demonstrarei, pra todo mundo, a falha grave que tive na fase fálica e farei a boca da garrafa de microfone, pra cantar coisas de baixo calão, tipo “vai serginho, vai serginho”.
Precisarei de glicose. Acredite, eu REALMENTE precisarei de glicose.

Compareçam ou morram!


NOTA PESSOAL DA AUTORA
Pai, se você estiver lendo isso não me pergunte o que é fase fálica.
Muito menos o que significa falha na fase fálica.
Você está convidado, claro, mas só por educação. Terá de ir embora antes de os go go boys saírem do bolo de glacê lilás encomendado pelas minhas amigas taradas, em minha homenagem.

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