E AINDA FALTAM 5 ANOS PRA EU SER BALZAQUIANA

por Kritz

Eu não sei, mas acho que estou vivendo a crise dos 25 anos.
Se não existia a crise dos 25 anos, agora existe, eu acabei de inventar.
Daqui um mês acabo o curso superior e um dia desses me peguei encarando o espelho e pensando: e agora, José?
Eu, com 25 anos tinha planejado ser rica, falar 7 línguas fluentemente, ser representante da ONU, morar sozinha, mudar o mundo, erradicar a fome e dar uma palmada em todo motorista que furasse o sinal vermelho.
Na vida real, tenho um carro zero que certamente vai furar o sinal vermelho muitas vezes e vou morar no quintal do meu pai no fim do ano.
Acho que tô frustrada, mas ninguém me entende, o que faz eu ter certeza de que sou extra-terrestre e desistir dessa grande conversa de viadinho.
O que importa é que no fim de semana carnavalesco eu estarei numa cidade praiana carnavalesca bebendo bebidas alcoolicamente carnavalescas e agindo de forma carnavalescamente contraventora. Pelo menos assim espero.
Quero sol na moleira e nariz descascado, muito caladril, muito engov, muito sexo na areia da praia deserta (ou não tão deserta assim) muito bicho geográfico, muita marquinha aparencendo na blusinha tomara-que-caia, muito funk-baixaria e que a minha menstruação fora de hora entenda que eu comprei um biquini branco novinho que não combina com a cordinha do O.B.
No domingo entrei na internet pra saber como estaria o tempo na praia: chuva. Na verdade 90% de possibilidade de chuva o que, qualquer tatu sabe, significa que vai chover com certeza. E pacarai.
Nesses momentos me arrependo de não ter feito a bagaça da escova progressiva, quem manda ser pobre?
Mas isso não tem a menor importância, perto do risco de ser presa depois de tacar uma pedra no carro do fdp babaca que bateu na dianteira do meu carro e tentou fugir.
Mas essa é uma longa história que eu não tô com a menor vontade de contar agora.
Então tchau.

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