ENTÃO VÂMO LÁ

por Kritz

Carnaval bombou.
Eu não tomei um gole de cerveja sequer e meus amigos ficaram me olhando com cara desconfiada. Nada que 700 ml de vodka na (minha) veia fizessem eles verem que, sim, eu sou a mesma Kriscia de sempre: ainda danço músicas baixaria e canto axé music de olho fechado, saca? Sou única, sempre disse.
Na praia rolou boné e óculos filtro solar FPS 30, todas aquelas coisas que te fazem ver que você está realmente velha e não pode mais ficar naquela versão carvão de 10 anos atrás.
A burrice permanece: ganhei uma mancha de queimadura bem na barriga, por causa do limão da caipirinha no sol. Sou um tatu, eu sei. Mas como a barriga é algo que eu nunca mais mostrarei na vida, o caso não é lá tão grave.
Ganhei 4 quilos em uma semana de tanto tomar batida de pêssego e sorvete de chandelle porque, ai, ai, sorvete é vida.
O bicho-geográfico que eu tanto desejei veio com tudo, meu filho. Bem na virilha, uma beleza. Fiquei com o interior da coxa grosso, tipo a pele do Fred Gruguer, tenham nojo porque foi feia, a coisa.
Namorado pegou de mim, claro, por uma questão de custo-benefício, se é que você me entende. O resto da casa nos isolou no andar superior e puxávamos o balde de comida pela janela.
Mentira! Ele e eu nem lembrávamos de comer. Comida, eu digo.
Enfim, todos torcendo pro meu pai nunca ler meu blog. Obrigada.
Na volta o carro quebrou, porque nem nas férias Murphy me dá folga. Tive que dormir num sofá de posto de gasolina e permaneci lá por 24hs. Coisa trash total, bem mendiga, como só eu sei ser.
A parte boa é que, mesmo convivendo 24h por dia durante 10 dias sem sair de cima, nenhum dos meus amigos se mataram mutuamente.
Mas chegaram perto.

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