Tá Pensando o Quê?

Mês: maio, 2006

VIAGEM DE FÉRIAS – PERGUNTAS FREQUENTES

No navio tem freeshop?
Ainda não sei, caro leitor amigo. Mas já que tudo será cobrado em dólar e uma garrafa d?água deve custar umas duas doletas, ainda não perdi a esperança.

E se o navio afundar?
Foda-se, estarei morrendo afogada no mar de Fernando de Noronha enquanto meus amigos brasilienses só conseguirão morrer pela infecção que a água do Lago Paranoá poderá dar a eles. Ah, sim, claro, há a possibilidade de serem comidos pelos jacarés moradores do Lago também, só me faltava essa, jacaré no Lago Paranoá.

E se você enjoar com o balanço do navio?
Foda-se, estarei vomitando no mar de Fernando de Noronha e, até onde me consta, vômito é artigo biodegradável.
Meus amigos brasilienses vomitarão onde?
Onde?
Onde?
No Lago Paranoá, no máximo.
Poderão vomitar também no banheiro do boteco pra onde se dirigirão, pra tomar cachaça e curtir a fossa da inveja que estão da minha pessoa.

Você vai mergulhar em Fernando de Noronha?
Claro que não.
Se eu consegui quebrar a perna numa reles cama elástica, do que não serei capaz no fundo do mar?
Ta doido!

Skibunda em Natal?
Sem chance.
Da última vez que fui pra praia e tomei um caldo ingênuo de uma onda, meu biquíni arrecadou areia suficiente pra eu manter um parquinho particular.
Imagine o que não acontecerá se eu resolver arrastar a poupança numa duna?
(Não respondam.)

Tem internet no navio?
Tem.
Tem também salão de beleza e lavanderia.
E cassino e boate e piscina e academia e biblioteca e cinema e teatro e banheira na cabine.
Juro.
Adivinhe qual será a minha atividade no tempo livre?
Dica: não será a internet.
Obrigada.

Volto dia 31.
E é isso.

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O DIA EM QUE MEU PAI ME PEGOU NO PULO

– Mas o ruim de acampar é que não dá pra sair de calcinha do banheiro.
– Mas quando você viaja com seus amigos também não pode, ué.
– Geralmente fico em suíte.
– E sai do banheiro de calcinha com seu Namorado no quarto?



Eu e minha língua grande.
Só me fodo.

AINDA SOBRE AS FÉRIAS

Então.
Na segunda que vem, a essa hora eu estarei em alto mar, rumo a Fernando de Noronha, curtindo aquela vista que só o alto mar proporciona pra você.
Quer dizer, eu vou estar na cabine de bobes no cabelo, treinando pra não borrar o delineador.
Isso porque na segunda que vem tem o baile de gala do navio.
Gala, ao contrário do que os mais depravados podem estar pensando, é aquele tipo de evento que te obriga a usar vestido emprestado ou com fedor de naftalina, bijouterias com bastante strass e maquiagem de drag queen.
Um luxo.
Pensando sobre o traje adequado, entrei no site da agência de viagens em busca de detalhes. Olha só o que eu achei:

LAZER
Programado diariamente, são muitas as atividades.
O hóspede encontrará instrutores para ginástica e sessões de aeróbica, além de jogos de piscina, diversos campeonatos, aulas de dança etc.
Uma equipe de recreação infantil mantém as crianças acima de 3 anos ocupadas durante o dia. Ao entardecer, nos bares internos há o aperitivo musical. À noite: shows, cassino, música dançante nos salões, jogos de sociedade, discoteca, show dos hóspedes.

Ok, deixa eu ver se entendi: eles me embebedam a partir do pôr do sol pra garantir que eu perca o controle e anime a galera dançando a Macarena na boate à noite, é isso?
(Quem ousaria duvidar?)

Quem me conhece sabe o tamanho do meu nonsense do ridículo.
*medo*.

OPA!

Então, meu povo.
Tô começando a achar que esse blog morreu, sim, senhor.
Não sei mais atualizar e contar causos.
Saudades do papel e da caneta azul com cheiro de framboesa, onde eu escrevia qualquer coisa e lia 2 anos depois, rindo de mim mesma.
Eu sou muito viadinha.

Meu pai tá solteiro e agora a esbórnia reina na minha casa.
Ele é a mãe lá de casa, um cara maneiro, meu pai.
Minha mãe morreu, não, gente.
Mas é como se tivesse.
Parece que só a parte ruim dela existe, credo.



Meu sonho dessa semana é descobrir se em navio tem freeshop.
Se tiver, já vou levar junto minha faca de serrinha, pra descascar batatas.
Só assim conseguirei pagar a conta do cartão de crédito.
Um mundo de perfumes jean paul, lingerie la perla e maquiagem lancome.
Como eu sou fútil.
Me amo.

Jamanta Pseudo não morreu.
Há muito tempo fez um amigo nosso em comum adicioná-lo numa conversa pra dizer que eu era ridícula e que eu precisava urgentemente arrumar alguém pra me ocupar, porque meu Namorado não tava dando conta de mim.
Arrã, sei.
Pelo que me consta não é Namorado o corno mais conformado que já existiu nessa indústria vital.
Pseudo é um babaca, falo mesmo.
Outro dia apareceu, como se nada tivesse acontecido, querendo ser educado e gentil.
Se calou quando, ao perguntar se eu namorava até hoje, disse que sim, rumo ao hexa casamento. Deve ter me bloqueado de novo, loser que é.
Fizemos uma fogueira lá em casa com os presentes e fotos que ele me deu.
Adoro essa coisa baixaria.
Meu pai riu e meu irmão concluiu que ele não poderia mesmo ser macho, tinha traços clássicos de pouca testosterona no organismo.
Se meu irmão, o cara mais entendido de masculinidade e anabolizantes na face da terra estava dizendo, quem sou eu pra rebater?
Cada dia mais eu me convenço que Pseudo mereceu os chifres que tomou de toda torcida do Flamengo.


Aprovaram pra mim um cartão de crédito de R$ 10.000,00, veja o perigo.
E continuo torcendo pra que o navio tenha freeshop.
Meu Deus, meu Deus, com quilos de lingerie la perla, sim, eu serei uma mulher completa.

DA SÉRIE: BEM AMIGOS!

No fim do mês faz um ano que eu to namorando.
Namorando de ter cunhada, sogra pá e tal.
É uma longa história que eu juro querer contar, mas não posso.
Este é o problema de morar num mundo pequeno: um blog com míseras visitas pode fazer um estrago fenomenal na sua vida quando lido por pessoas de baixo calão.
Também queria poder falar sobre isso, mas não posso por motivos óbvios.
E acho que aí mora o problema principal já amplamente conhecido por todos e carregado daquele tom clichê de “este blog não tem mais razão de ser”.
Essa é uma grande balela, considerando que nenhum blog que se preze tem razão de ser.
A partir do momento que um blog passa a ter razão pra exisitr, muda de endereço e passa a ter um salário gordo pago pelo Terra ou coisa assim.
Odeio quando estou política.
O que quero dizer é que é lóóóóógico que este blog não acabou.
Ele nunca acaba, tipo as ondas do mar. -piada interna, desculpem.-
O que acontece é que o corre-corre do dia-a-dia acaba sugando a gente.
-Ok, mais um clichê nojento.-
Enfim.
É isso.

A novidade que ninguém mais guenta ouvir eu falar é que no fim do mês eu vou ver aquela lua crescente bem grande e baixa láááá do meio do mar, no litoral nordestino.
Quem duvidou da minha finesse agora vai ter que ficar caladinho: eu vou fazer um Cruzeiro pra Fernando de Noronha.
Foi mal.
No trabalho, há duas correntes pro bolão das minhas férias: a primeira aposta que eu vou ficar entalada naquela roupa de mergulho. Ou então tropeçar no fio do botijão de oxigênio e quebrar um braço, uma perna, ou coisa assim. Há uma grande chance.
Desastrada eu? Imagina.
Outra parte aposta que, mesmo após 10 dias no litoral ensolarado eu vou voltar emagrecida e branquela.
Muito sexo e pouco sol, se é que você me entende.
Porque a minha reputação é algo irretocável.
Minha fama barra qualquer Instinto Selvagem, meu filho.
E a propaganda é a alma do negócio.

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