Tá Pensando o Quê?

Mês: julho, 2006

CONSIDERAÇÕES SEXTA-FEIRÍSTICAS

Obrigada a todos que desejaram que a minha alergia virasse uma pneumonia asmática e eu tivesse uma licença médica de 35 dias.
Não foi dessa vez, minhajênti, não foi dessa vez.
Ontem eu fui na emergência de um hospital particular de pouca confiança, aqui da capital federal.
Juro por nossa senhora da bicicleta amarela que a médica me atendeu em 2 minutos. Mesmo.

ABRE PARÊNTESE
Eu tenho uma mania muito chata que é a de pesquisar tudo sobre a minha condição humana. Então, muito antes de decidir ir ao médico, já sabia que medicamentos poderiam ser receitados pra casos como o meu: a chamada rinite sazonal sem causa identificada. Já tinha enumerado todos os sintomas e me certificado de que naquele dia não estaria no plantão da emergência um médico muito xarope que, da última vez que eu tive uma crise, quis me convencer que a culpa era do meu piercing no nariz.
¬¬
FECHA PARÊNTESE

Me receitou remédios novos e disse que não, eu não precisaria de atestado pra sexta-feira.
Ali, naquela emergência lotada, afundavam todos os meus planos de aproveitar a sexta-feira pra tomar sol na laje e aloirar o cabelo com água oxigenada. (sou povão forever, não tem jeito.)
Mas o fim de semana taí, o que no meu caso não quer dizer absolutamente nada.
Explico-me: Eu tenho uma dívida que, neste momento bate a casa dos dois mil tchules, o que não me permite nenhum plano que inclua sair de casa, porque meu carro não tem gasolina.
Minha sorte é que domingo passa Toy Story e Super Nanny.
A TV aberta é uma delícia.

EU TINHA UM PLANO

Era tudo muito simples aqui na minha cabeça e funcionaria assim:
Eu, doente, fungando, sofrendo com uma crise de rinite alérgica e já pensando nos meus amigos cantando “Canção da América” no meu funeral, balançando aqueles arranjos de crisântemo e cravo, muita choradeira, etc e tal.
Era assim que eu tava ontem. Cheguei em casa lacrimenjando todos os orifícios (uêpa!) do meu rechonchudo corpo e fui deitar pra esperar o fim.
Deitei cedo e dormi mal, muito mal, pra falar a verdade eu não dormi.
E prometi pra mim mesma que não viria trabalhar hoje porque, vocês sabem, ar condicionado não faz bem pra rinite alérgica.
E sabe o que aconteceu? VOCÊ SABE O QUE ACONTECEU?
Eu melhorei, assim, sem mais nem menos, eu melhorei.
Acordei disposta e tive que vim trabalhar porque até mesmo a minha cara de pau tem limite.
E a gora?
Agora são 11h da manhã e eu estou ok. Parou aquela chupação no nariz, sabe? Aquele “chuif, chuif” que incomoda todo mundo e faz sua chefe ter pena de você e te mandar pra casa?
Então, passou.
E a minha desculpa pra ir embora mais cedo do trabalho ficou no papel higiênico que eu usei pra assoar o nariz. Ontem.
Porque hoje não tenho mas nenhum catarrinho sequer.

=(

MOMENTO NOVELÍSTICO

Essa novela do Manoel Carlos tá sendo um chute no meu ovo esquerdo, fala sério.
Absolutamente todos os médicos das novelas dele são de família e se chamam Dr. Moretti. Ah, sim, claro, a Regina Duarte é a Helena eterna e seeeeeeempre chora na frente do espelho, reparem.
Mas ontem foi a gota dágua: o que foi aquela cena grotesca da “Nanda” espremer os olhos pra forçar a queda das lágrimas, sem sucesso, enquanto anunciava ao pai (dela) que seria mãe de gêmeos abandonados pelo pai (dos gêmeos) gatinho e milionário.
E o que é a utilização corretíssima dos pronomes que ela faz? E o que ela chamar uma trepada da noite anterior de “nos amamos ontem”?
E tem também aqueles depoimentos dos passantes, no final da novela. Um dia desses uma coroa de 68 anos disse que aos 60 tinha ficado viúva e aprendido a se masturbar, motivo pelo qual não precisava mais de homem pra ser feliz.
Trash, meu povo, trash.
Eu só continuo assistindo porque tô contando quantas muheres o José Mayer comerá até o final dessa trama incrível.
Até agora foram três.

E O FIM DE SEMANA, HEIM?

Tô começando a achar que esse negócio de câmera fotográfica no celular tem lá sua utilidade: só assim eu poderia comprovar que na sexta-feira o garçon colocou quatro doses de vodka num só copo e essa pessoa que vos fala tomou tudinho. E mais três.
Eu queria poder contar o resto, mas há evangélicos lendo esse blog e, vocês sabem, nesse momento de recessão o dinheiro que eu ganho do Google com as visitas é muito importante para essa indústria vital.
Obrigada.

No sábado fui pra uma festa de 15 anos e todo mundo viu o quanto eu sou adolescente over por saber as letras e conhecer os clipes dos backstreet boys, britney spears (antes do silicone, dos dois filhos e da crise do casamento) e savage garden.
Tá, eu também amo Sandy & Júnior, mas se alguém me apontar por isso eu nego até a morte, amém.

Um dia eu li que quando estamos felizes, apaixonadas e bem resolvidas sentimentalmente, liberamos uma substância que atraem os machos.
O senso comum sempre disse isso, mas agora eu to vendo eu mesma. Juro.
Vou arrumar uma aliança fake, isso é muito ridículo?
Ok, não respondam.

MOMENTO ESCATOLÓGICO

Fezes: indica sempre muita sorte no jogo e nos negócios. Prosperidade.

Foi isso que eu li no livro de significado dos sonhos, após ter sonhado a noite todinha com uma privada cheia de cocô.
Juro.

HURRY UP

A vida segue, meu povo.
Não entendo porque pessoas como minha mãe existem. Sério.
Claro, teve a parte boa de ela ter me parido e obedecido ao insinto maternal de só comer a placenta e não o filhote, mas acho que só uma audiência com o Divino me fará compreender certas coisas.
Ah, sim, claro, Ele terá que me explicar melhor essa história de pêlo no sovaco, porque aquele papinho da aula de biologia definitivamente não colou.
Enfim, divago.

Eu quero estudar psicologia.
Na verdade tenho crises de coceira alérgica só de pensar em professores, lista de chamada, provas e relatórios e estágios na puta que pariu – Deus me defenda! – mas a psicologia é linda.
Ou não.
Tenho medo de a comunidade na qual estou inserida (?) decidir me banir de vez.
E eu que sempre achei que a Era de Aquário seria de liberdade de expressão.
Enfim divago.

Minha única melhor amiga que me entende em tudo que eu falo e – pasmem – opina sobre tudo que eu penso e sofro e me olha com aquela cara de “que coisa feia” quando eu choro na frente do computador aberto na página do orkut, resolveu que vai casar com um argentino viciado em jogos de cassino, porque esse negócio de se apaixonar, amar alguém e confiar no cônjuge é coisa pra jovem sonhador.
Ela tem 23, só pra controle.(e vai me matar se ler isso. Haha.)
Enfim, divago.

Cunhados não devem ser mesmo pessoas de bom coração: veja só que uma delas levou lá pra casa uma torta de diamante negro com glacê real apetitosa, um abuso! Isso foi a gota dágua pra eu ter certeza de que ela é um ser enviado das trevas pra atrapalhar o meu projeto Garota fitness 2007 fatorial. Além disso, só me cumprimenta quando a lua está alinhada com o planeta da quarta quadratura, com o sol em peixes. Esse tipo de coisa me magoa, sério. Eu fico com vontade de me esconder embaixo da mesa forever.
Eu sou uma idiota. Vâmo, pode me xingar, eu sei que sou uma imbecil.
Enfim, divago.

Ontem eu fiquei pensando: já tem 10 anos que os Mamonas morreram, que a Dolly foi criada (e 3 anos que ela morreu!) e os office-boys aqui do trabalho não tem noção do que é viver num país com inflação porque, enfim, a inflação se foi há 10 anos. Se eu disser que meu pai aplicava dinheiro no esquema do overnight*, eles vão achar que meu pai lucrou com um motel de beira de estrada.
Só pra fechar o raciocínio, o povo que tá entrando na faculdade hoje não assistiu à posse (nem ao impechement) do Collor.
o.O
Conclusão: se o Collor se candidatar hoje, vai ter muita gente votando nele, porque uma parte dos eleitores não sabe quem ele é e a outra não lembra o que ele fez o tempo passa e a gente nem vê, e fazer algo que preste entre o acordar e o dormir não é tão simples quanto parece.
Enfim, divago.

YES, EU TENHO AMIGOS LOUCOS

– pô, ontem foi forró?
– foi
– quando for forró e você for, me avisa que eu vou também.
– combinado.
– mas me avisa com antecedência, pra eu pôr a chapa pra esquentar.
– ãhn?
– a chapa, ué. Do cabelo.
– ah, sim. Ufa!
– ¬¬

(…)

– vc me acha doida? (nãããããão, imagina)
– só um pouco
– eu te causo repulsa? Vamos conversar….
– claro que não
– ^.^
– apesar de eu nao ter 100% de certeza sobre o que significa repulsa
– ¬¬

SOBRE NOSSAS ESCOLHAS*

Eu tenho uma teoria.
Eu tenho várias, mas esta em especial eu particularmente considero das melhores: quando um relacionamento do qual eu participo (considere aqui qualquer tipo de relacionamento, ok?) não dá certo, não tem outra interpretação, a culpa é sempre minha.
Não interessa se foi o outro que me decepcionou. A culpa não é dele, a culpa é minha.
Porque eu escolhi mal. A teoria é basicamente esta: se eu escolho mal, eu tenho que me fuder necessariamente.
Se eu descubro que uma amiga minha não é tão amiga assim, seja por qualquer motivo, a culpa não é dela, a culpa é minha.
É minha porque eu não escolhi bem essa amiga.
Assim também é com o relacionamento amoroso.
Não deu certo porque neguinho te trocou pela vizinha?
A culpa não é dele, nem da vizinha, a culpa é sua.
A pessoa que te trocou não é algoz, nem vítima, ela não é nada, ela é meio botão.
A pessoa que te decepcionou só esteve na sua vida porque você quis. Era obrigação sua ter escolhido bem.
E aí você me pergunta indignado: “Mas como é que eu ia saber que estava fazendo uma má escolha?”
Como? Ah vá, não me irrite, você sempre sabe.
No fundo, se você tomasse mais cuidado na hora em que estava escolhendo, você perceberia que aquela não era a melhor escolha.
É uma coisa que quase todo mundo tem, embora pouca gente dê a devida importância: INTUIÇÃO.
Aquela sensação que você tem quando tá lá, no impulso, de que vai dar merda, sabe? Pois é.
É aqui que você descobre se uma relação é boa ou não. Intuição é a chave da felicidade. E não é preciso muita coisa pra ter essa percepção.
Uma palavra que fulano diz que te desagrada, uma atitude que não condiz com os teus princípios, com aquilo que você acredita…
É nessa hora que você tem a intuição de que tem algo errado naquela pessoa.
Aqui você descobre que não deve colocá-la no seu rol de vips.
Aqui você sabe que ela é uma má escolha.
É a hora de romper.
Mas se você saca que deve romper, e ainda assim insiste naquilo por pura teimosia, desculpe, você tem que se fuder.
Não tem choro, não tem conversa, a teoria é simples e clara.
Eu sempre soube, de todas as pessoas que passaram na minha vida, quais foram as boas escolhas, quais foram as más.
Algumas más escolhas eu mantive ao meu lado por pura teimosia, sabendo que aquilo não iria dobrar a esquina.
O que aconteceu? Pois é.
E eu tive que assumir o risco. Não pude chorar, não pude culpar o mané, nada. Porque a culpa não foi dele, a culpa foi minha.
Eu, quando tive a intuição, quando tive a certeza de uma escolha má e a obrigação de romper com ela, preferi apostar num fruto podre.
E o resultado de nossas escolhas é geralmente implacável, não nos perdoa nunca.
É isso.

*Texto retirado daqui.

YES, EU TENHO AMIGAS LOUCAS

– Mas tu vai casar?
– Ah, sei lá, eu quero. Mas não penso tanto nisso. Penso mais nas providências práticas.
– Mas por que tu não paga aluguel um tempo, faz um teste, mora junto?…
– Não tenho grana pra aluguel. E meu pai tem um troço se eu vier com essa historinha de morar junto.
– Você já traiu ele alguma vez?
– Não, nunca.
– É ciumenta?
– Só com coisas reais, nada de paranóia
– E você gosta de, é… Bem… Você sabe… Com ele?
– Bastante.
– Então casa. E não esqueça de me convidar.
– …
– Mas case até o dia 31 deste mês, porque dia 1 eu vou pra Itália e só volto em setembro.
– ¬¬

UMA NOVA ERA NO TPQ

Este blog agora tem comentários.
(E eu espero sinceramente não me arrepender.)
Bote a boca no trombone e seja feliz!

PS.: no link abaixo, onde há Tá pensando o quê?, você clica e escreve coisas, tipo: “legal seu blog, vai lá no meu”.

%d blogueiros gostam disto: