E A VIDA CONTINUA

por Kritz

Agora que o Brasil perdeu e voltaremos a ter tanto senso crítico quanto os jacarés surdo-mudos da Nova Guiné (porque nosso senso crítico não tem capacidade pra questionar nada além de esquemas táticos de jogos de futebol, e as eleições que se lasquem), tá todo mundo meio triste porque o expediente no trabalho será normal e não tem mais aquela cervejada no meio da semana.
Isso pra quem tem trabalho, é claro.
Na verdade eu nem me afeto muito com o fato de o Brasil ter perdido.
Não vou esquentar a minha moringa com um bando de jogadorzinho com a conta bancária recheadissima.com.br que sequer sabe que eu existo.
A minha grande dúvida do momento é: Como definir os meus padrinhos de casamento?
Claro, claro! Você, leitor mais desavisado vai ficar meio assustado com a notícia, então deixa eu dizer logo que o casamento demora um pouco, ainda.
Eu descobri isso quando, ao falar pro Namorado que precisávamos ver preço de alianças, ele emitiu, em resposta ao meu comentário, uma sonora gargalhada irônica.
É ou não é um doce de pessoa?
Enfim.
Eu tenho um certo problema com as convenções.
Por isso mesmo meu casamento será de dia e a cerimônia se encerrará ao som de algo tipo Chiclete com Banana.
Juro.
Quem viver, verá.
Daí que eu tô vivendo uma crise existencial pra definir os padrinhos.
Porque tem amiga que eu amo, mas que é casada com gente que eu não conheço.
E tem cara que é meu amigo, mas que tem como namorada tipinho de gente que eu conheço muito bem e que JUSTAMENTE por isso não será minha madrinha nem que a vaca voe de tamanco laranja e o sapo coache “inconstitucionalissimamente”.
Além disso eu tenho uma grande amiga que eu gostaria muito que fosse minha madrinha, não fosse a idéia obcecada da criatura de usar na cerimônia um vestido lilás com babados de tuli, laço nas costas e rosa no peito, tipo “Casamento Grego”.


Eu mereço.
EU-ME-RE-ÇO.

Anúncios