VERDADE – parte II

por Kritz

Pois foi quando deu-se a luz e eu entendi que Jesus como amigo seria bem mais interessante do que ter que cair na porrada com todas as carmelitas descalças do planeta.
Quer dizer: deu-se a luz em parte, já que Jesus, um cara queimado de sol, olhos claros e talecoisa deve ser lá bem gatão, charmoso e inteligente (com todo respeito a Maria Madalena), bastante diferente de qualquer cara que apareceu na minha vida depois que eu dei um toco no Salvador.
Enfim.
Eu poderia até concordar que foi tudo castigo do Jotacê porque eu não topei a poligamia decarada, etc e tal.
Mas de uns tempos pra cá eu tenho achado, sinceramente, que o Nazareno cabeludo que passeou o Oriente Médio gastando centenas de pares de sandália sob o patrocínio da Nike resolveu me agradecer por não ser mais uma querendo entrar pro santo harém.
Explico-me: era final fo mês e o salário já tinha acabado, então Namorado me convidou pra almoçar em qualquer restaurante que eu quisesse, desde que aceitasse o tiquete alimentação dele, claro. Resultado: China in Box, com prato, talher, copo descartável e mais um china money pra nossa coleção.
Enquanto eu sugava o fio do iakissoba respingando molho shoyo na mesa toda, Namorado anotava os números sugeridos no biscoitinho da sorte (mais um palpite para a Mega Sena) e me disse:

então, gata. Já avisei a minha mãe que vamos morar juntos. Agora não tem mais perrengue. Ela até te mandou um presente. Tó.

Era um acendedor para fogão a gás.
o.O
E então eu finalmente entendi porque cargas d’água tenho o pé tão pequeno.
¬¬

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