2006

por Kritz

O Ano em que Eu Não Quebrei o Pé
Só por isso o ano já valeu a pena, Brasil. Foi convulsiva a tensão que tomou conta do meu ser quando foi chegando perto do aniversario do meu pé quebrado. Eu fiquei esperando os anões-empurradores-de-pessoas-desengonçadas-que-resolvem-pular-na-cama-elástica virem me empurrar quando eu subisse ou descesse uma guia, levantasse da cama ou simplesmente respirasse. Eu tenho essa neura com esse lance de datas, uma coisa esquisita, sei lá, tenho um calendário mental super-organizado, anoto meus traumas, não sou normal.
Mas depois que o dia acabou eu fiquei deveras aliviada e decidi que, um ano depois, não tinha mais como usar o fato de ter quebrado o pé como desculpa para o meu, digamos, sobrepeso.
Pra 2007: perder (e nunca mais achar) os 6 quilos que faltam pra eu chegar no meu famigerado-nutritivo-suado-lesionado-crocante peso ideal.

O Ano do Mal do Século
2006 foi também o ano em que meus pais saíram de férias eu saí do orkut.
Saí tarde. Aquilo é mesmo um vício dos infernos que me causa crises de abstinência até hoje: aquele mar de gente falando um do outro e você pescando as fofocas e mensagens subliminares, aquele mar de comunidades nonsense que te fazem rir muito e virar noites, ai, ai…
*saudade*
E aquele bando de gente babaca que torna aquilo coisa do demo.
Eca.
Pra 2007: esquecer definitivamente que orkut existe.

O Ano Sem Festa de Reveillon
2006 foi aquele ano em que nem meus amigos nem amigos de Namorado conseguiram arrumar festinha legal pra passar a virada. Como num universo de 10 machos, 80% está solteiro-convicto-forever, deixamos pra última hora e pimba: hoje é dia 26 e eu não tenho idéia do que vai ser, não tenho idéia do que vestir, não sei nem se estarei viva, meu deus quem eu sou?
Pra 2007: ganhar na mega sena sozinha e bancar o reveillon 2007 em Ibiza pra geral, com muito ecstasy, todo mundo nu e uma micareta só pra mim, com a nata do axé music, que eu mereço.

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