Tá Pensando o Quê?

Mês: maio, 2007

ESTRANHA

Vocês vão ficar pensando que isso é só um tapa-buracos pra quem está sem criatividade pra atualizar o próprio blog e eu vou dizer que é mentira.
Eu tenho vários posts arquivados por aqui, esperando o momento certo de publicá-los.
Mas antes disso eu preciso desarquivá-los e eu não sei onde eles foram parar.
Só isso.
Enquanto seu lobo os posts não vêm, Lilhá, lilás como eu, mandou eu confessar 7 esquisitices minhas.
Tô até agora tentando entender isso como um elogio, só pra manter a amizade. Enquanto não consigo, vou logo contar meus podres e perder meus 3 leitores. Entre eles, Noivo, o que muito me preocupa.
*pensa no preço da aliança*

vejo espíritos
não venha me dizer que todo brasileiro quando nasce e toma a vacina tríplice, automaticamente passa a ver espíritos. Não. Definitivamente, não.

acordo chorando no meio da noite
tenho sonhos que me fazem acordar chorando. Quando eu acordo não lembro de nada e peço pro Noivo ligar a tevê, como se nada tivesse acontecido. Isso é esquisito ué, eu sou esquisita, é esse o objetivo, não riam.

quis casar virgem
e só fui mudar de idéia depois dos 20. Fotografias com a aberração aqui, depois do evento. Obrigada.

sou licenciada em Letras
Não era porque o curso era menos concorrido, mas sim porque eu queria ser pedinte professora mesmo, o que por si só já seria uma esquisitice. Opção minha, sou esquisita.

5. já quis ser freira
Enquanto era virgem. Por motivos óbvios.

6. engoli um par de dados quando tinha 6 anos
Não sei por que diabos eu fui colocar os dados na boca. Nem me lembro de um dia eles terem saído. Um episódio que pode justificar minhas reincidentes crises de estômago. Ou meus gases, soltos em momentos inoportunos. Será?

tenho o sonho de ser abdusida
Sério. Chipada ao menos, que nem a Elba Ramalho, saca?

Passo pra frente pra B., Sâmea, Daniela, Marcinha e pra Garota-Relativa.

CALA A BOCA, MAGDA!

Hoje, uma quinta-feira comum, eu cheguei no trabalho umas 9 horas.
Passado um tempo, chegou meu colega de trabalho do qual eu falava um pouco antes e não resisti

– Putz, você não morre mais!
– Por que?
– Perdi minha espingarda de matar viado.

Se trata de uma piada deveras amarela, mas eu não me contentei com tamanha babaquice e disse essa coisa ridícula pro meu colega que, de fato, é gay.

Minha nossa senhora da boca de valão, eu mereço morrer com dois tiros na cabeça.
PLAU, PLAU.

EU SOU MESMO DETESTÁVEL

Agora eu tenho um chefe que, não bastasse ser chefe, é gago.
Sim, gago.
E tem também um outro cara que é fanho.
Veja só, Brasil, a desgraça do pobre é sempre pouca, essas criaturas são as duas pessoas que mais falam na nossa equipe!
Todo mundo em reunião tratando assuntos chatos e quando o gerente pergunta se alguém tem algo pra esclarecer ou colocar, adivinha? Estão lá o gago e o fanho, querendo socializar as experiências.
Eu nunca agüento e sempre dou uma risada escalafobética, sou má, muito má mesmo.

HAHAHAHAHA Tá, parei.

Vou vagar no umbral uns 20 anos, sem direito a café da manhã. Certeza.

O PROBLEMA*

*post longo pra cacete.

Eu tenho um grande problema na minha vida. E olha que não falo das celulites que, de fato são um problemão, mas foda-se, eu não tenho olho atrás pra ficar vendo e sofrendo, então, o máximo que posso fazer é transar de luzes apagadas, o que não é nada assim muito meigo de se falar já que tenho um Namorado Noivo que lê isto aqui, outra coisa que já se foi problema em outros tempos mas pro que hoje eu não dou a mínima.

Promente usar o photoshop?

Pois bem.
O problema é que as pessoas me contam as coisas. Me contam muitas. Não todas, porque ninguém consegue contar todas as coisas do mundo pra uma pessoa só (no caso eu), mas o fato é que elas me contam coisas. E as outras pessoas me contam outras coisas que combinam com as primeiras coisas e as conexões ficam se montando na minha cabeça e eu acabo vendo tudo de fora com uma visão muito mais completa, interessante e perigosa do que as pessoas que, separadamente, me contam coisas.
Isso faz com que eu tenha sugestões de soluções práticas interessantes pra maioria dos problemas ou dores que as pessoas dividem comigo. Tudo surge assim no plim, como um daqueles insights que só um bom beque é capaz de proporcionar.
Quando eu tento conversar sobre isso com gente que eu acho que entende um pouco, tipo Namorado Noivo, ele acha que é só a minha nonagésima quarta crise existencial do ano, me faz um dengo e fica achando que o que eu preciso é de uma boa noite de sexo.
Então eu falo pra ele que se ele quer sexo, ele que vá providenciar dinheiro pro meu tratamento pra celulites! viro pro lado emburrada e durmo.
E eis aí um outro problema grave que eu tenho e que a vida conjugal tem tornado mais pungente: eu durmo quando estou brava.
Pro leitor mais desavisado pode parecer que eu tô nem aí pra briga ou pro clima pesadão pós-briga, mas não é isso, incauto, o problema é que a raiva me dá sono. Eu preciso dormir pra que ela passe.
É o tipo de coisa muito simples de se provar, por exemplo: se você está feliz, passa a noite na rua, enche a cloaca de cachaça da mais vagabunda e é capaz de virar três dias seguidos pulando de nights-pegação para churrascos-baixaria sem nenhum problema ou sintoma grave de cansaço e, claro, sono.
Mas veja bem, por outro lado, se você está com raiva (e a raiva é o sentimento da família da tristeza, ou da braveza, ou do ódio, ou das tendências homicido-suicidas, enfim) não tem boate ou boteco com as amigas que te anime. Se você insiste em sair só pra não fazer desfeita, adivinha: antes da meia-noite tu já ta caindo de sono. Por que? Porque raiva dá sono, c.q.d.
Outro problema é que tenho um pensamento completamente não-linear e pra alguém entender o que eu penso, só com muita maconha na mente.
E por isso ninguém quer ser meu amigo.
bora fumá um? Beijomeliga

COF, COF

[nota mental]
Eu ia deletar esse blog e ponto final, mas o anjo protetor do blogueiros me tocou (¬¬) e, taí: não tenho coragem.
[/nota mental]

Se você for pra Fortaleza qualquer dia da sua vida, certifique-se de ir quando não houver a menor – eu disse menor – possibilidade de chuva. No ultimo dia, indo pro aeroporto, choveu mais que em sonho de retirante da seca, o carro tomou aquela água suja, morreu e boiou.
Ficamos ali, à deriva, numa poça de água, o carro boiava pra láááá e pra cáááá.
Desmaiei de pânico e só acordei com um amigo de cueca na minha frente, na sala de embarque trocando de roupa, um espetáculo pra geral curtir.
Coisa fina – sem trocadilho.

No mais, o retorno pra Brasília foi uma bela merda.
Não quero mais trabalhar, estou vivendo uma crise existencial e quero ganhar na mega-sena agora.

Agora!

NADA PESSOAL, COLEGAS!

Depois da visita do papa eu ando com medo das pragas da santidade: eu nunca mais faço aborto, me divorcio, nem tomo pílula.
Ah, sim, também nunca mais mato ninguém com injeções de veneno, por mais que a pessoa me implore enquanto tem os cabelos caídos no travesseiro, culpa da quimioterapia.
Eu não entendo como existe gente que não se converte a esse catolicismo tão cheio de compaixão pelas diferenças, tão democrático, tão cheio de amor pelas criaturas desesperadas, tão acolhedor com as almas perturbadas.
Ai, Jesus morre de orgulho disso tudo, tenho certeza.

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