Tá Pensando o Quê?

Mês: abril, 2009

what a hell?…

Você não acredita que um dia desses, lá em casa, com o notebook no colo enquanto marido assitia o São Paulo entrar na fase pós hexacampeonato, fui atrás pra ver que bagaça era essa de Twitter.

Fiquei olhando aquilo… Aquele tanto de gente que, mesmo antes de eu ter criado meu perfil, já piscava ali, pra me seguirem…

Me seguirem! Acompanharem tudo aquilo que eu não escrevi nunca porque, afinal, não estava lá.

Me deu desespero. Porque pode não parecer, mas eu gosto de um pouco de sentido nas coisas. E aquilo não tem sentido.

Os meus followers são em sua maioria gente boa na escrita: blogueiros ou colegas de pós, então tem até uma certa graça ir lendo coisas curtas e bem humoradas e bem escritas sobre aquelas pessoas (o bem estar que sentimos ao ler um blog do qual gostamos, eu comparo).

Até que veio o – insira aqui o nome de uma criatua nonsense que você conhece – e resolveu me seguir, pra que eu fique lendo quando é que ele vai se reunir com a banda dele pra ensaiar.

Saca? É como se me obrigassem a ler um post que achei chato só de passar o olho.

A parte boa: são só 140 caracteres.

Mas passo a dica: você talvez devesse dar uma passeada lá. Sem perfil sem nada. Ou com um fake, vai saber. Só pra você medir o fenômeno. Tem jornal por lá, escritor bacana e, claro, blogueiros. Afff.

E tem empresa de propaganda pagando gente pra falar de seus comerciais no twitter, tem empresa pagando gente pra fazer propaganda de seus produtos no twitter. Tem gente ganhando (e gastando) dinheiro no Twitter. Essas coisas loucas do mundo ciberinformacional.

Coisa de doido.

DOI-DO.

 

 

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tem porco espirrando no méxico: saúde

Hoje a minha massagista tava me contando o babado da gripe suína. Porque minha massagista sabe de tudo que acontece no mundo, absolutamente tudo, mesmo quando ela não sabe pronunciar o nome dos países. Foi ela que me avisou que a Crysler tava quebrando. E foi ela que concluiu que não se tratava de informação relevante, já que nós (e aí ela me incluiu) nunca compraríamos aqueles carros cafonas da crysler.

Uma figura, minha massagista.

Daí que eu fiquei pensando que a gripe suína tem o lado bom: a carne de porco vai ficar uma pechinha, e eu troco qualquer porquinho por uma fazenda inteira de camarões. Ou plantação inteira de camarões. Ou uma moqueca inteira de camarões. Enfim.

Outra coisa: capaz de a passagem pro México ficar de graça. E pra parte caribenha do México, minha gente, eu volto muito. Eu volto demais. Mesmo que eu morra de gripe ao final. É quase que como morrer por uma causa.

 

Será que essa gripe chega em Miami?

Na Europa, heim? Diliça.

 

 

de pai a gente não se vinga

Na sexta-feira passada eu fiquei no trabalho até umas 22h. Fiquei um bagaço, claro, porque eu levo meu trabalho a sério, preciso do meu pão de cada dia e tenho filho pra criar. Ok, não tenho filho. Todo centavo que economizo é pensando em assistir algum espetáculo da broadway, quando eu for pra grande maçã insone. Porque ingressos regulares pra qualquer espetáculo da broadway são caros paracaralho. Eu não me entendo: tudo seria mais fácil se eu preferisse assistir um jogo de basquete feminino, ingressos a 15 doletas, mas não: eu faço de tudo pra não fugir do blasé. Dou muito trabalho.
Dou muito trabalho. Foi o que eu ouvi meu pai dizer quando viu minha tatuagem. Meu pai, um cara completamente desantenado dessas coisas, que só percebeu meu piercing no nariz uns 2 meses depois de eu tê-lo feito, viu minha tatuagem num dia desses, quando fui visitá-lo.

– O que é isso nas suas costas?
– Uma tatuagem, pai.
– Tatuagem?
– Sim, tatuagem.
– Pra fazer isso não precisa de autorização dos pais?
– Sim, pai. Mas só os menores de 18 anos.

E saí de fininho, antes que ele perguntasse se era de verdade.

sweet home, new sweet home

Amanhã, a 28 dias de completarmos 1 ano de casados, receberemos nossa tão sonhada casa própria. Se a construtora se lembrar de levar as latas de tinta e as portas que estão faltando. Terei vizinhos novos e um ofurô na área de serviço.
TEREI, não quero nem saber. Porque eu gosto de testar as convenções, enquanto que marido é mimado, ou seja: na maioria das vezes essa combinação dá certo. Engraçado que a quitinete na qual a gente mora hoje já foi muito maior. O tempo e as tralhas foram ocupando tudo quanto é espacinho e hoje posso afirmar com toda tranqüilidade que o quarto de solteiro do marido, lá na casa dos meus super-sogros, virou um posto avançado de representação da nossa casa. Porque tudo que não cabe na nossa casa de casados, a gente manda pra casa de solteiro (dele).
Morar perto da minha sogra não é ruim. Porque minha sogra vai de encontro a tudo que dizem de ruim de sogras, por aí. Sou uma nora muito legal, convenhamos. Mas eu sei que tem sogra muito chata, por mais que a nora seja um amor.
Eu mesma não sou um amor, gente. “Um amor” é algo muito rosa e meigo pra uma criatura como eu. Eu converso de um jeito que acho que destrói sonhos alheios. Eu tenho uma cara meio cínica, às vezes. Eu tenho uma puta memória de elefante e muito senso de oportunidade. Gosto de discutir exaustivamente sobre as coisas e não tenho muita habilidade de dizer o que quer ser ouvido.
Eu devo ser uma criatura bem chata. Essa é que é a verdade.

Ploc Monster

Agora eu trabalho só de tarde, sabe? Minha vida deveria estar uma mordomia, mas não é o caso. Eu trabalho como um camelo e, se antes tinha um tempinho pra parar e fofocar com as colegas de trabalho, trocar receitas e dicas de pompoarismo, agora eu sento a minha bunda na cadeira e só levanto dela pelo menos 6h depois. Só não é trabalho escravo porque eu ganho pra isso.

Perto do meu aniversário de 28 finalmente criei coragem e arrumei dinheiro pra fazer uma tatuagem. Fiquei muitos anos pensando em algo de que eu realmente gostasse, que não fosse me causar arrependimento e que não fosse ficar pelancudo quando finalmente a gravidade resolvesse me dar o fatality. Pensei nas cores, no contraste com a pigmentação da minha pele, em absolutamente tudo, enfim.

Hoje, na única vez que levantei pra ir ao banheiro (porque eu tenho que trabalhar mas minha bexiga não consegue se esvaziar sozinha) meu chefe, meu chefe maioral, aquele chefão que a gente derrota pra zerar o jogo, me perguntou se era tatuagem de chiclete.

CHI-CLE-TE, saca?

E desde então eu só consigo pensar em vingança.

Pílulas

Vamos pular a parte ‘deixei o blogspot e vim pra cá sem lenço e sem documento’, ou a parte de explicar porque parei de escrever por uns tempos. Ok? Obrigada.

No mês que vem faço 1 ano de casada. O tempo passa, o tempo voa e como eu sou uma quase sobrevivente dos primeiros 365 dias, logo logo escaparei das estatísticas.
Sim, das estatíitiscas, caro leitor amigo. Porque a maioria dos casamentos modernos não têm sobrevivido ao estágio probatório. Completamente compreensível, quem é casado sabe do que eu tô falando. Quem não é deveria me ouvir.

No feriado de 12 de outubro vai rolar um encontro com a minha turma do colegial, 10 anos depois da nossa formatura de high school. Fico pensando se as pessoas arrumaram empregos, tiveram filhos, ficaram carecas, engordaram, gostam da sogra. Porque eu mesma tô tão diferente que receio não ser reconhecida.

Eu passei 10 dias no México em lua de mel, onde comi o melhor guacamole de todos os tempos. Não vi nenhum, nenhunzinho abacateiro. O abacate é importado dos EE.UU, será?
Que medo do mundo globalizado.

Ainda não terminei minha pós-graduação, mas quando eu terminar, vou pra Disney e Nova Iorque. Com o dólar pela hora da morte. Não fiquei rica, muito ao contrário. Vou num esquema nova iorque pra mãos de vaca, coisa e tal. Pra aprender como ricos se comportam, se vestem, o que comem. Porque na volta, vou ficar rica, tá decidido, preciso ficar rica com urgência. Anotem aí e me lembrem de dar notícias sobre isso. Se eu sumir, já sabe.

Alô?

Voltei.

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