sweet home, new sweet home

por Kritz

Amanhã, a 28 dias de completarmos 1 ano de casados, receberemos nossa tão sonhada casa própria. Se a construtora se lembrar de levar as latas de tinta e as portas que estão faltando. Terei vizinhos novos e um ofurô na área de serviço.
TEREI, não quero nem saber. Porque eu gosto de testar as convenções, enquanto que marido é mimado, ou seja: na maioria das vezes essa combinação dá certo. Engraçado que a quitinete na qual a gente mora hoje já foi muito maior. O tempo e as tralhas foram ocupando tudo quanto é espacinho e hoje posso afirmar com toda tranqüilidade que o quarto de solteiro do marido, lá na casa dos meus super-sogros, virou um posto avançado de representação da nossa casa. Porque tudo que não cabe na nossa casa de casados, a gente manda pra casa de solteiro (dele).
Morar perto da minha sogra não é ruim. Porque minha sogra vai de encontro a tudo que dizem de ruim de sogras, por aí. Sou uma nora muito legal, convenhamos. Mas eu sei que tem sogra muito chata, por mais que a nora seja um amor.
Eu mesma não sou um amor, gente. “Um amor” é algo muito rosa e meigo pra uma criatura como eu. Eu converso de um jeito que acho que destrói sonhos alheios. Eu tenho uma cara meio cínica, às vezes. Eu tenho uma puta memória de elefante e muito senso de oportunidade. Gosto de discutir exaustivamente sobre as coisas e não tenho muita habilidade de dizer o que quer ser ouvido.
Eu devo ser uma criatura bem chata. Essa é que é a verdade.

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