de pai a gente não se vinga

por Kritz

Na sexta-feira passada eu fiquei no trabalho até umas 22h. Fiquei um bagaço, claro, porque eu levo meu trabalho a sério, preciso do meu pão de cada dia e tenho filho pra criar. Ok, não tenho filho. Todo centavo que economizo é pensando em assistir algum espetáculo da broadway, quando eu for pra grande maçã insone. Porque ingressos regulares pra qualquer espetáculo da broadway são caros paracaralho. Eu não me entendo: tudo seria mais fácil se eu preferisse assistir um jogo de basquete feminino, ingressos a 15 doletas, mas não: eu faço de tudo pra não fugir do blasé. Dou muito trabalho.
Dou muito trabalho. Foi o que eu ouvi meu pai dizer quando viu minha tatuagem. Meu pai, um cara completamente desantenado dessas coisas, que só percebeu meu piercing no nariz uns 2 meses depois de eu tê-lo feito, viu minha tatuagem num dia desses, quando fui visitá-lo.

– O que é isso nas suas costas?
– Uma tatuagem, pai.
– Tatuagem?
– Sim, tatuagem.
– Pra fazer isso não precisa de autorização dos pais?
– Sim, pai. Mas só os menores de 18 anos.

E saí de fininho, antes que ele perguntasse se era de verdade.

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