Tá Pensando o Quê?

Mês: junho, 2009

sexta-feira do amassa

Hoje é sexta-feira e na sexta-feira, vocês sabem, eu me encontro com Rosa, minha massagista figura.
Hoje ela, completamente de saco cheio da mesmice da televisão, afirmou irritada: “aquele programa do Faustão já era um horror, sem o Michael Jackson pra animar o auditório quero só ver no que vai dar.”
Completamente antenada, a minha massagista, eu sempre disse.

todo mundo espera alguma coisa…

Sábado né? Que jóia. Recebi salário ontem, paguei algumas contas, tive uma semana puxada a trator no trabalho e hoje, pra relaxar eu vou…
Cuidar da monografia. Agora é quase 10 da noite e eu deveria estar secando o cabelo e fazendo um make arrasador para a night, mas nããão. Tô na frente de um laptop e de uma monografia inacabada de 100 páginas, na companhia de uma garrafa de espumante blush pra testemunhar minha depressão, porque ninguém é de ferro.
Na pausa pro recreio fui numa taróloga virtual, pra receber conselhos para esse meu momento de crise em que gasto o dia de se preparar pra balada escrevendo textos sobre cibercultura e gestão do conhecimento.
E na 1ª casa (identidade) saiu o ceifador. Eu colocaria a imagem aqui, mas estou em crise com o wordpress e não consigo. Então fiquei pensando no que isso significa. Será que neste ano eu vou matar alguém?
Pelo menos tenho nível superior e terei prisão especial até o julgamento.
E a pós não vale nada nesse processo, né?
Não.
Tô desperdiçando meu saturday night à toa.

cotidiano é o careta depois do beque

Assisti o último episódio da temporada de House. Puta merda, que tenso. Penso nisso dia e noite. Comé que ele tá, o que ele tá pensando, como o Wilson convenceu ele a ir pra clínica. TV a cabo não faz bem pra saúde. Se alguém quiser me contar mais, fique à vontade. Nunca me importei de saber o final de nada na vida. A gente transa sabendo o final, certo? Alguém deixa de transar por isso?  No  final da vida a gente?… Morre. Alguém se suicida só porque descobre que vai morrer? Saca? Então. Me conta.

Eu decidi que só quero ter neném se ele ficar pra sempre neném. Esse mundo é muito louco e se eu não entendo certas coisas, comé que vou explicá-las pra crianças? Comé que eu faço pra entender tudo no mundo e, então, tentar explicar? E seu eu quiser fugir? Cachorros talvez entrem nos meus planos. Estou repensando as crianças. Sério.

Segunda que vem tenho que entregar a versão escrita da monografia da minha pós. Pra quem deixou a monografia da graduação pra ser feita três dias antes do prazo terminar, eu diria que estou bem adiantada. Estou ficando louca, tipo aquela coisa dolorosa de refrão de música sertaneja, com o batidão do prog trance. Oremos.

O apartamento novo está passando por reformas e marido tirou férias pra cuidar de tudo: forro de gesso, derrubada de paredes, local das tomadas. O local escolhido para o interruptor da sala, por exemplo, foi o centro da parede. O centro, bem o meiozinho. Uma coisa, assim, moderna. Visível. Prática. No padrão.

No dia dos namorados do Porcão o espumante era grátis. Adivinha? Eu bêbada, marido com indigestão. Sal de fruta e ronco, aquela sinfonia, quem é casado entende. Quem só namora, fuja de churrascarias com espumante grátis, para o bem da sua dignidade enquanto ser humano. Avisei.

sexta-feira do amassa

Hoje teve momento com a Rosa, minha massagista sem noção.  Ela tá sempre ligada em tudo que acontece no mundo, já contei isso. Quem faz massagem com ela não precisa da bandnews, não precisa de G1, poderia ir morar no interior do Acre, se o Acre existisse, que não ficaria out do que rola no Brasil, nem no exterior. Desde que fizesse massagem 1x por semana com a Rosa.
Hoje, enquanto tocava a trilha sonora especial para o dia do meio ambiente que ela selecionou, ela me confidenciou que já sabia que os destroços achados não eram do avião que caiu indo pra França. Entre os tilin tilin e chuá chuá daquelas músicas zen, ela me disse ter certeza de que o avião não tinha caído e que, na verdade, tinha sido abduzido por etês.
Manja?
Mas logo me tranquilizou: “não se preocupe com seus parentes que estavam no vôo. Eles estão bem, num lugar melhor.”

Tipo… Oi?

what does “ee.uu” means?

Fui na Embaixada dos EE.UU implorar pelo meu visto de turista e, só depois de largar na mão do segurança minha chave, carteira, celular, pendrive, crachá, piercing de umbigo, DIU de cobre e quaisquer outros objetos que tenham metal E desinfetar minha mão com alcool 92º, passar duas vezes pelo detector de metais  E desinfetar minha mão com alcool 92º DE NOVO, consegui ir pra fila dos brasileiros, aqueles que não desistem nunca.
Todo mundo é enfático ao aconselhar que,  pra entrevista do visto, você esteja rico vá bem arrumado. Pra dar impressão que você é quem você não é, tem o que você não tem, essas coisas do capitalismo.
Mas, americanos que trabalham na Embaixada, aí vai a dica: acho que valeria super a pena alguém fazer descer a apresentação de powerpoint pra explicar melhor o que é ‘bem arrumado’. A não ser que sombra azul, batom vermelho e tubinho de couro, às 8h da manhã, na frente de uma Embaixada, seja considerado ‘bem arrumado’ em algum outro planeta que não aquele o no qual eu nasci.
E a pinta de imigrante ilegal que aquele povo tem? Gente, alow, a idéia de se conseguir ir pra lá ilegalmente é JUSTAMENTE não dar na cara, saca? E outra: o país tá quebrado, véi. Sossega e espera seu bolsa-família! Até 2010, 1 em cada 3 famílias vão receber.

Depois de pagar 38 reais pra agendar o visto, 131 doletas pra ter o direito de fazer a entrevista, (e não vê-las de volta no caso de o visto ser negado, baby, durma com um barulho desses…) esperar 1h na fila pra tirar xerox das impressões digitais e mais 40 min esperando que eles devassassem nossas vidas, fizessem nossos mapas astrais, estudassem nossas árvores genealógicas (pra garantir que em nenhuma outra encarnação nós fomos orientais), se certificassem que a gente não tá mentindo quando diz que nunca trabalhou em milícia, nem aprendeu com o Magaiver a fazer bomba com palito de fósforo e liguinha de cabelo, chegou a hora da tão sonhada entrevista.
Que durou 30 segundos.
E fim.

Daqui 60 dias serei eu, lá na Disney, tentando desenroscar o nariz do Mickey.
E em NY, né, gente! Porque não, não me falta o glamour.

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