cotidiano é o careta depois do beque

por Kritz

Assisti o último episódio da temporada de House. Puta merda, que tenso. Penso nisso dia e noite. Comé que ele tá, o que ele tá pensando, como o Wilson convenceu ele a ir pra clínica. TV a cabo não faz bem pra saúde. Se alguém quiser me contar mais, fique à vontade. Nunca me importei de saber o final de nada na vida. A gente transa sabendo o final, certo? Alguém deixa de transar por isso?  No  final da vida a gente?… Morre. Alguém se suicida só porque descobre que vai morrer? Saca? Então. Me conta.

Eu decidi que só quero ter neném se ele ficar pra sempre neném. Esse mundo é muito louco e se eu não entendo certas coisas, comé que vou explicá-las pra crianças? Comé que eu faço pra entender tudo no mundo e, então, tentar explicar? E seu eu quiser fugir? Cachorros talvez entrem nos meus planos. Estou repensando as crianças. Sério.

Segunda que vem tenho que entregar a versão escrita da monografia da minha pós. Pra quem deixou a monografia da graduação pra ser feita três dias antes do prazo terminar, eu diria que estou bem adiantada. Estou ficando louca, tipo aquela coisa dolorosa de refrão de música sertaneja, com o batidão do prog trance. Oremos.

O apartamento novo está passando por reformas e marido tirou férias pra cuidar de tudo: forro de gesso, derrubada de paredes, local das tomadas. O local escolhido para o interruptor da sala, por exemplo, foi o centro da parede. O centro, bem o meiozinho. Uma coisa, assim, moderna. Visível. Prática. No padrão.

No dia dos namorados do Porcão o espumante era grátis. Adivinha? Eu bêbada, marido com indigestão. Sal de fruta e ronco, aquela sinfonia, quem é casado entende. Quem só namora, fuja de churrascarias com espumante grátis, para o bem da sua dignidade enquanto ser humano. Avisei.

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