táticas pra barriga crescer logo

por Kritz

Mas gente, esse negócio de estar grávida não está me convencendo, não. Já se passaram 5 semanas e DOIS dias e minhas roupas continuam servindo. Claro, porque meu bucho não aparece! Assim não dá, assim não pode… No dia que eu vi o resultado abri meu armário e me despedi singelamente das minhas roupas de não-grávida. E agora, estou tendo que dar o braço a torcer e usar todas elas, porque até agora todas que vesti estão servindo perfeitamente. Cada vez que abro aquela bagaça de armário ouço risadinhas das minhas calças sociais, como quem diz ‘ué, não tinha dado tchau?’ É muita decepção!
Pra acabar de completar, no trabalho, ao meu lado, senta uma senhora simpática e que, desde que eu engravidei, me trata como uma embalagem para bebês, tipo aquelas bolsas de canguru. E hoje, Brasil, ela me veio com a cara de peroba lustrada dizer ‘você não vai pegar muita barriga, não. Pelo seu tipo de corpo o bebê logo vai encaixar, vai ser uma barriga simbólica, parto normal, vai ser um parto fácil.’
Ah, agora deu. Trabalho num banco onde temos parteiras e obstetras atuando no RH e não sabia! Adoro ouvir histórias felizes de partos bacanas, simples, sem nada daquele terror que envolve o ato de parir. Mas não me venha dizer que não vou pegar barriga, que é capaz de ter um troço. Barriga simbólica? Simbólica foi a vontade que eu fiquei de tacar o grampeador na fuça da degenerada, fala sério.
Então eu adotei uma tática muito simples: só uso batas. Aquelas batas de grávida que mesmo quem não está grávida usa. Ou vestidos daqueles que fazem as pessoas olharem e pensarem: ‘será que ela está grávida?’ Me sinto mais respeitada desta forma. Por exemplo: no dia da consulta com a nutricionista, cheguei com um vestido de grávida, e não tinha lugar pra eu sentar. Adivinha o que aconteceu? Uma senhora levantou pra eu sentar, dizendo que grávidas não podiam ficar em pé, fazia mal pra circulação.
Tá vendo? Preciso usar de meus artifícios, gente, é a lei da selva.

Anúncios