tudo culpa do baixo ventre

por Kritz

Sabe aquele papo que você já deve ter ouvido sobre grávidas ficarem estabanadas, desligadas, esquecidas e com a capacidade de fazer pequenas contas de cabeça bem escondidnhas num lugar que só é revelado depois do parto? Não é conversinha pra boi dormir, não, Brasil, isso acontece.
Tenho que apresentar um dado que deporá contra a minha pessoa, mas é válido: eu nunca fui exatamente um primor de destreza. Acho que meu nível de estabanidade sempre esteve assim num grau 4, contando de 0 a 10. Mas ultimamente eu tô uma negação. Na hora de ligar a seta do carro eu me distraio e ligo o limpador de parabrisa. A tabuada, tão duramente decorada na 2ª série, agora se vê reduzida a um cálculo rápido na calculadora do computador. Tudo que envolve raciocínio rápido está demandando um tempo que faz com que o raciocínio saia da categoria do “rápido”.
E o sono, incautos? Votecontá, é aquele sono de velho, sabe? Encosta e já começa a pescar. Depois do almoço então, pátria amada, fico catatônica, letárgica e só “acordo” depois que a digestão está ok.
Não tô muito sensível, não. Na verdade eu tô é braba. Mas é bem braba mesmo. Gastura de tudo, respostas azedas na ponta da língua, tolerância zero, vontade de resolver tudo na porrada, sabe como? É porque a circulação deixa de privilegiar a cabeça e se concentra no baixo ventre, né? Foi o que me disseram. Mas não enjoei de nada. Daqui 10 dias acaba o chamado 1º trimestre e não enjoei com absolutamente NADA. Mas enjoei de algumas pessoas. Enjoei mesmo, de não conseguir ouvir a voz, a risada, nada, que já me invade aquela vontade de calar a boca do bípede humano na voadora, acompanharam?
Tomara que seja enjôo de grávida.
Enjoar de gente conta?

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