Eu ‘coração’ Brasil forever

por Kritz

Eu fui pra NY, né. Fui lá no buraco do WTC, senti aquele frio na espinha e quase que automaticamente orei por aquelas pessoas. Por todas as que habitam aquela cidade e não só pelos que morreram. Porque eles são pessoas muito esquisitas. Salvas as proporções do absurdo cruel de tudo que rolou, eu entendo quem os odeie. Eu mesma não os tenho na maior das estimas. Porque eles são grosseiros, umbigosos, se acham os melhores até mesmo nas coisas que são reconhecidamente uns losers e tratam qualquer um que não seja americano como lixo latino. Ou árabes que merecem a morte.
Turistas não são bem recebidos, longe disso. Pra passar no detector de metais, precisei tirar minha aliança e meu sapato. Porque eu sou terrorista, até que o detector de metais diga o contrário. ‘Claro’, você vai dizer, ‘eles ficaram traumatizados com o que aconteceu’. Não duvido. Mas será que alguém pensa que aconteceu o que aconteceu porque eles são assim, excessivamente cheios de si?
Ontem, assistindo um documentário sobre a versão oficial americana sobre o atentado, ouvi diversos americanos dizerem que queriam a guerra, queriam invadir todos os países árabes e matar todos. TODOS. Inclusive os inocentes, os que são gente boa, os imigrantes, os turistas. Porque eles generalizam. Assim como o Oriente faz com eles. Acompanharam?
Depois que voltei dos EUA, me sinto muito mais orgulhosa de ser brasileira. Este nosso país é bem bagunçado e nem sempre temos do que nos orgulhar. Mas aqui, ser humano é normal. A gente aprende lições de humanidade todos os dias. E pratica. Bem ou mal, a gente pratica. Eu lamento muito o que aconteceu com os novairoquinos no dia 11 de setembro. E esse tipo de coisa me faz pensar sobre o quanto a gente nem sempre tem muita habilidade pra aprender, mesmo que seja com a desgraça.

Anúncios