a gestação e minha capacidade de abstrair

por Kritz

Comecei a hidroginástica sagrada. Porque toda grávida que tá na moda faz hidroginástica, né? Eu cheguei toda me achando porque, como já malhava antes de embuchar, pensei que ia ser moleza aquela hidroterapia para a melhor idade. E como eu me lasquei, viu, Brasil? Porque quando a gente vê de fora pensa que se trata do maior exercício-blefe do mundo e, ouçam a titia, não é. Definitivamente não é. No primeiro dia, ao sair da piscina, senti meu sangue circular por partes do corpo antes desconhecidas.
A idéia era fazer ioga pra gestantes. Mas, gente, fala sério, quem me imagina fazendo ioga? Sejam francos. Aquilo acabaria com os meus nervos. Porque se você quer matar alguém agitado é só querer mostrar pra ele o benefício de uma vida equilibrada, calma, cheia de paz interior e chacaras em ordem. Eu mataria o professor com os golpes de muai tai que aprendi na época do tae fight. Porque era assim que eu me desestressava.
A grande questão da hidroginástica, alem de ser uma atividade física que finge ser boazinha mas não é, é o nojo que eu tenho de piscinas. Não importa se ela aparenta estar limpa, tenho nojo e ponto final. Por isso queria ser rica e fazer pilates. Pensando no meu momento descapitalizado eu soco a água, porque a água, sim, incauto, absorve o impacto e preserva as articulações.

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