o balanço dos sessenta dias

Pois então. Vou começar dizendo que não entendo quem tem mais de um filho. Pelo menos não quem tem mais de um filho por opção. Ter filhos trata-se de uma tarefa muito complexa e impossível de descrever completamente, entre outras coisas. Só por isso eu já devo dizer que me soa muito esquisito alguém dizer ‘a gente esquece do perrengue e resolve ter outro’. Eu não pretendo ter. E que ninguém tenha a idéia malévola de guardar esse post contra mim. Obrigada.
E que não me venham as xiitas da maternidade me encherem a paciência. Porque eu acho uma puta hipocrisia fedida ninguém dizer o quão difícil é o lance da maternidade. Todo mundo só fala do universo cor de rosa (ou azul bebê, porque até pra isso há convenções…) que é ser mãe. E não é tudo rosa NÃO. Tem momentos bem negros, pra ser sincera. Porque eu falo mesmo, né Brasil? Vocês sabem.
Mas é lógico que tudo vai passando. Os hormônios vão voltando pro lugar e mesmo com a cinta PP vestindo um corpinho XG a gente começa a se reconhecer de novo, não sem deixar de lado aquele pavor de que nunca mais na vida terrena a gente entre novamente no nosso jeans tamanho 40.
Acho também que as coisas vão ficando um pouco mais interativas com o filhote. Até os 2 meses o baby mais parece um passarinho: muito bonitinho, mas só come e faz cocô.
Ter filhos eu recomendo, mas digo com tranquilidade: você definitivamente não sabe o que está fazendo.

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