Tá Pensando o Quê?

Categoria: Das antigas

existe vida após a maternidade?

UPDATE: os posts sobre meu pé quebrado a que me refiro no texto a seguir estão nos arquivos de outubro e novembro de 2005 desde blog. Obrigada.

Meu Brasil varonil, e eu que achei que nunca mais ia ter tempo de chegar perto de um computador nem pra pagar o carnê das casas bahia pelo site da CAIXA, o banco que acredita nas pessoas, heim? Tô até no twitter agora, gente, eu sou uma pessoa super in, vocês sabem.¹
Sigo o G1, a Veja, a Caros Amigos. E sigo o seginho do big brother, inclusive, mas por favor não me julguem, porque tem gente que assiste pânico na tv e lê esse blog e mesmo assim eu não bloqueei o acesso de ninguém. Cada um na sua.
Ó, vou contar pra vocês uma coisa muito verdade: eu fiquei com medo-terror-pânico-apavoramento de nunca mais conseguir ser nenhuma das outras pessoas que moram dentro de mim além da kríscia-mãe. Que troço doido, coleguinhas. Mas as coisas se ajeitam e a baranguice pós-paridez vai melhorando. E os hormônios voltam pro lugar, gente. Porque esse lance de pós-parto, se vocês forem procurar sinônimo no dicionário, vão achar algo tipo ‘transtorno bipolar’, ‘esquizofrenia’, ‘processos borderline’, doideiras do tipo. E olha que eu não cheguei nem perto de ter a depressão pós-parto propriamente dita. Só quem vive sabe do que eu falo. Além disso, algumas roupas voltam a entrar e você fica feliz.
Outras, entretanto, não passam nem nas coxas e você fica deprimida, à base de lexotan, e acaba criando coragem pra voltar a passar manhãs inteiras na academia fazendo aula de jump pra perder aquela pochete que mais parece mochila de notebook, manja? E quem lê o TPQ há algum tempo sabe que meu trauma com camas elásticas é sério e será carregado pelo meu corpo espiritual por muitas encarnações, ainda. Coisa cármica mesmo. Se você não sabe da história, procure no google por algo tipo ‘tá pensando o quê meu pé quebrado’ ou vá nos arquivos aqui do blog mesmo, procure pela data. Acho que esse fato deprimente aconteceu em setembro de 2006. Ou 2005. É uma história longa e eu tenho preguiça de procurar o post e linkar aqui, mal aê. Vale dizer, a propósito, que rir da desgraça alheia é muito feio, harám muito grande.²
Pois bem, prossigamos. A maternidade empobrece o homem (e no caso, a mulher também) assim como o vício em axé music e cocaína, coisas muito caras de se manter. Só que os bebês não deixam resto de pó branco nos nossos narizes, nem nos deixam desesperadas para customizar abadás, nem com as panturrilhas doendo nem ressacas homéricas depois de vários dias no circuito barra-ondina. Eles, (os bebês, não os vícios) retribuem as dores nas costas, os peitos que ficam assim, meio que que como time que não sai da zona de rebaixamento, as noites mal dormidas, coisa e tal. Pelo menos até os seis meses meu filho retribuiu, o que certamente não vai acontecer quando ele tiver 17 anos e arrumar uma namorada oxigenada periguete-popozuda-baile-funk e resolver passar as noites namorando no carro e só aparecer em casa às 7hrs, depois de eu ter ligado pras delegacias, hospitais, necrotérios, aquela coisa toda que eu conto pra vocês, no detalhe, quando acontecer.
Enquanto isso, estou pensando em convencê-lo a fazer arquivologia, ou biblioteconomia, ou algum curso desses que quem faz e depois passa em concurso ganha 10 mil por mês só pra colocar livros e documentos em ordem alfabética. Ele poderá ser também pagodeiro ou jogador de futebol, desde que bem sucedido, claro. E quando eu penso na última possibilidade, só rezo pra que ele não resolva se casar com alguma Stephany Brito da vida…
Mâe sofre, viu?

¹ A quem interessar possa: siga-me (ou só bisbilhote, porque quem tá na chuva é pra se molhar) pelo @krisciamedeiros.
² Sugiro a leitura dos posts da época só pra que tudo isso faça um pouco mais de sentido (?).

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preguiça-feira

Ah, mas que fim de semana ingrato, eu tive. Uma puta gripe descabeladora, uma preguiça dos habitantes do universo e, não bastasse eu ter gasto o sábado e domingo embaixo das cobertas tomando sopas inodoras, tentando dormir, respirando pela boca e sofrendo com dor de cabeça de tanto chupar o nariz, a bagaça da febre não durou até segunda-feira, e tive que ir trabalhar.
Trabalhar tá uma dureza, meu Brasil.
Uma dureza.

Ploc Monster

Agora eu trabalho só de tarde, sabe? Minha vida deveria estar uma mordomia, mas não é o caso. Eu trabalho como um camelo e, se antes tinha um tempinho pra parar e fofocar com as colegas de trabalho, trocar receitas e dicas de pompoarismo, agora eu sento a minha bunda na cadeira e só levanto dela pelo menos 6h depois. Só não é trabalho escravo porque eu ganho pra isso.

Perto do meu aniversário de 28 finalmente criei coragem e arrumei dinheiro pra fazer uma tatuagem. Fiquei muitos anos pensando em algo de que eu realmente gostasse, que não fosse me causar arrependimento e que não fosse ficar pelancudo quando finalmente a gravidade resolvesse me dar o fatality. Pensei nas cores, no contraste com a pigmentação da minha pele, em absolutamente tudo, enfim.

Hoje, na única vez que levantei pra ir ao banheiro (porque eu tenho que trabalhar mas minha bexiga não consegue se esvaziar sozinha) meu chefe, meu chefe maioral, aquele chefão que a gente derrota pra zerar o jogo, me perguntou se era tatuagem de chiclete.

CHI-CLE-TE, saca?

E desde então eu só consigo pensar em vingança.

Ninguém morreu e meu buquê há de dar sorte

Viajo hoje em lua de mel e volto semana que vem.
Vai ter foto pra vocês verem e, sim, rolou a dança do Quadrado.
Aos que estavam lá e tiraram fotos, encaminhem pro meu email do gmail.
Rápido! Agora!

Eu já deveria estar nervosa?

O próximo domingo do post passado já é amanhã.
Eu já comi o pinto de chocolate pra não arriscar, só tô na dúvida se mando cobrir a piscina.
A conexão que rola entre a minha pessoa bêbada e as piscinas é algo sobrenatural. Não sei se quero quebrar essa corrente, interromper essa energia e passar o resto da vida pensando ‘pô, devia ter pulado na piscina da casa na qual me casei…’ essas coisas nostálgicas de velhas bêbadas…
Acho que era pra eu estar nervosa mas, até o momento eu só estou com insônia.
São 01h17 da manhã e tuuuuuuudo bem!

É isso aí!

No próximo domingo, a essa hora, eu serei uma mulher oficialmente casada, bêbada e que estará dançando a dança do Quadrado.
Alguém me lembre de não levar, SOB NENHUMA HIPÓTESE, o pênis de chocolate que ganhei no meu chá de lingerie das minhas amigas baixas finas. Porque se eu levar serei uma mulher casada, bêbada, dançando a dança do Quadrado com um pinto de chocolate na boca.
Isso com super sogros, super pai e todo aquele povo curtindo a festa de casamento e que acha que sou uma lady, sabem? Não vai pegar bem.

Ainda não é hora de passar pra minha psi o endereço do meu blog.
Definitivamente, não é.

AQUI JAZ UM BLOG

Larguei esse mundo de internet.
Vou fazer filhos, plantar árvores, escrever no meu diário, salvar o mundo, ganhar na mega sena, decorar os nomes dos ossos do pé.

The end.
Game Over.
Bye.

QUERIDA PSICÓLOGA NUTRICIONAL

Da outra vez ela sugeriu que eu parasse de tomar leite.
Leite, iogurte, queijo, pão-de-queijo, pizza, sogra’s cake, pão de leite, tudo que tivesse leite.
Funcionou bem. Embora o leite de soja seja deveras ruim mesmo, minha pele está ótima e agora eu faço cocô.
Pô, coisa mais trash ficar dias sem fazer cocô.
Uma fossa ambulante soltando gases embaixo da coberta, meu povo, assim não dá, isso não é coisa de cristão.
Tirar o leite acertou meu reloginho, sem eu precisar do activia.
Porque mais trash do que ficar sem fazer cocô é aquela propagando do activia. Aquele bando de mulheres fingindo que não estão sendo filmadas dizendo que, agora sim, elas cagam. Antes elas sofriam e eram pançudas, ficavam irritadas com todo aquele cocô engarrafado, mas agora não, agora com o activia elas conseguem usar a privada.
Trash.
Na ultima consulta eu cheguei lá na psicóloga nutricional parecendo um bolinho de chuva quando cai no óleo. Inchada, redonda, brilhando. Alguma coisa muito séria está acontecendo com a minha pessoa, porque eu aparentava ser uma esponja hidratada, com bastante água retida. A calça que eu vestia na sexta-feira, na quinta da semana seguinte não entrou nem com aquela velha técnica de deitar na cama pra vestir e ficar sem respirar por todo o resto da noite.
A sugestão da vez foi tirar o glúten.
O glúten, incauto sofredor, o glúten.
Agora o lance é sério, porque tudo no mundo tem glúten.
Viverei o resto dos meus dias à base de tapioca, vai ser uma beleza.

ENTRE QUATRO PAREDES

Vocês repararam que esse blog tá respirando por aparelhos, né?
Pois é, tá.
Não sei, às vezes acho que é esse meu apego que não deixa ele ir em paz e parar de sofrer nessa agonia de morre-não-morre.
Enquanto não me decido, resolvi casar novamente. Com uma festa nova, não com um marido novo porque o meu ainda tem muita coisa pra ser conhecida.
Por exemplo: ontem antes de eu ir pra academia, fui dar um beijo de bom dia.
A resposta foi um singelo peido.
Enquanto a criatura sequer abriu os olhos.

Há muitas formas de se ter um relacionamento romântico, um casamento é um mundo.
¬¬

DANDO ATENÇÃO AOS SINAIS

A coisa que eu mais odeio no mundo todo é ficar gripada.
Não ligo pra diarréia, não ligo pra dor de cabeça, não ligo pra quebrar o pé em camas elásticas.
Mas a gripe, ai meu pai, afasta de mim essa catarreira.
Esse tempo de ar avermelhado aqui em Brasília faz até mesmo os calangos de raiz sofrerem.
Ontem no fim do dia começou aquele chup chup no nariz e quando cheguei em casa tomei dois anti-gipais, um chá de vick e um anti-alérgico descongestionante.

Depois de uns 15 minutos eu vi círculos coloridos, tipo onda de LSD e meu corpo todo ficou dormente. O nariz secou instantaneamente, a cabeça pesou, os olhos incharam e eu já via anjos suados afinando trombetas.
Resolvi deitar pra não pagar o mico de ver a van do UTI VIDA vir me buscar.
Cochilei um pouco e sonhei com uma barata saindo debaixo do armário.

Fui ver o significado e, advinha?

BARATA
Apenas ver uma – dificuldade em viagem.

Solta o som do Zeca Pagodinho, my boy

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